A política é, por si só, muito dinâmica. Magalhães Pinto a comparava como uma nuvem, que muda de posição a todo instante. Em menos de 30 dias, o governador Eduardo Campos deixou de administrar um cenário extremamente favorável à sua reeleição para se debruçar na costura da recomposição de forças engajadas no arco da sua aliança.Num processo mal gerido pelo secretário da Casa Civil, Ricardo Leitão, o ex-prefeito João Paulo, por exemplo, debandou do Governo, disse de público que continuaria integrado ao projeto da reeleição de Eduardo, mas está ressentido e desconfortável pela forma como foi tratado.
Sem ele entusiasmado no palanque, Eduardo se fragiliza na Região Metropolitana. Há pouco, por circunstâncias bem diferentes, caiu fora o secretário Sílvio Costa Filho, da pasta de Turismo. É preciso saber como o governador administrará o que será revelado pela auditoria que pediu ao TCE, para que um gesto isolado não respingue na legenda do PTB como um todo, com forte aderência na aliança.
O quadro nacional também pode se apresentar como complicador para Eduardo, caso Ciro Gomes mantenha seu projeto presidencial, o que forçará o PT a defender a tese de uma candidatura própria a governador em Pernambuco
Blog do Magno
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