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sábado, 20 de março de 2010

Governador do PI vai comandar campanha de Dilma no Nordeste

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), anunciou ontem que vai permanecer no cargo até o fim do ano, desistindo de disputar uma vaga no Senado. Ele disse ainda que será o coordenador no Nordeste da campanha da ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência, informou a Agência Folha.

Sobre sua própria sucessão, Dias disse que vai se empenhar para chegar a um nome de consenso em sua base aliada. A ideia de palanque único nos Estados em favor de Dilma é defendida pelo presidente Lula.

"A decisão de quem encabeça a chapa será minha. Eu assumir essa responsabilidade com os partidos", afirmou Dias.

A base governista contabiliza até cinco nomes na disputa: o vice-governador Wilson Martins (PSB), o senador João Vicente Claudino (PTB), o deputado federal Marcelo Castro (PMDB), o secretário de Educação, Antonio José Medeiros (PT), e o ex-secretário de Fazenda Antonio Neto (PT).

informou a Agência Folha

Juiz do Rio bloqueia os bens de Valério e de outros 6

O juiz Roberto Schulman, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, acatou denúncia do Ministério Público Federal contra sete envolvidos no escândalo do mensalão.

Entre os denunciados estão Marcos Valério, provedor das arcas cladestinas do PT; e o ex-procurador da Fazenda Nacional Glênio Sabbad Guedes.

Assina a denúncia o procurador da República Antonio do Passo Cabral. Ele acusou Glênio Guedes de receber verbas do chamado valerioduto.

Em troca, valia-se do cargo de procurador fazendário para favorecer bancos utilizados por Valério no escoamento das verbas que irrigaram o mensalão.

Além de Valério e Glênio, a denúncia que o magistrado Roberto Schulman aceitou acomoda outras cinco pessoas no banco dos réus.

A lista inclui Rogério Lanza Tolentino e José Roberto Moreira de Melo, sócios de Valério na empresa Tolentino & Melo Associados.

Inclui também o pai, a mãe e a companheira do ex-procurador Glênio: Ramon Prestes Guedes Moraes, Sami Sabbad Guedes e Cibele Gomes Gaicoia, respectivamente.

Ao acatar a denúncia, o juiz determinou, a pedido do Ministério Público, a “indisponibilidade” dos bens dos acusados.

A denúncia do Rio é um dos inúmeros “filhotes” do mensalão que correm nos Estados, à margem do processo-mãe, submetido ao crivo do STF.

O pedaço carioca da encrenca nasceu de investigações que apontaram incongruências nas declarações de Imposto de Renda de Glênio Guedes.

Verificou-se, segundo o Ministério Público, que o patrimônio do ex-procurador da Fazenda e de seus familiares sofrera uma “abrupta evolução”.

A anomalia já havia rendido a Glênio um processo administrativo na Corregedoria-Geral da União, que lhe custara o cargo de procurador.

Agora, a denúncia do Ministério Público Federal. Na peça, o procurador da República Antonio do Passo Cabral escreve:

1. “As evidências mostraram o aumento repentino do patrimônio dos réus sem justificativa se comparado com a renda declarada de cada um deles”.

2. “[...] A obtenção de outras provas, inclusive com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e de dados telefônicos de alguns dos acusados, foi decisiva em revelar de forma consistente a conduta dos denunciados”.

3. Apuraram-se “atos de corrupção e tráfico de influência”, além de “lavagem de dinheiro” –uma "tentativa de ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos recebidos".

4. “O benefício individual de alguns dos acusados passou de R$ 1,5 milhão”.

5. “As decisões favoráveis aos bancos ligados ao mensalão fez com que cerca de R$ 10 milhões não entrassem nos cofres públicos”.

6. Foram canceladas, de resto, “sanções pessoalmente aplicadas aos diretores e gestores das instituições”.

Os detalhes da denúncia foram expostos em nota divulgada na última quinta (18) pela Procuradoria da República no Rio. O texto pode ser lido aqui.

Os acusados negam participação nos malfeitos. Recebida a denúncia, terão a oportunidade de exercer o seu direito de defesa no Judiciário.

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Escrito por Josias de Souza

Eduardo retorna de São Paulo sem ter conversado com Ciro Gomes

O governador Eduardo Campos tomou o avião em SP por volta das 17h, desta sexta-feira, com destino ao Recife mas não conseguiu se encontrar, como era seu desejo, com o deputado Ciro Gomes.

Na capital paulista, o governador de Pernambuco deu uma entrevista para o jornal “Valor Econômico” e manteve contatos políticos com gente do governo e da oposição.

Ele iria se encontrar hoje com o deputado Ciro Gomes para uma troca de opiniões sobre a eleição presidencial mas o deputado cearense teve que viajar ao Rio e a conversa não aconteceu.

A disposição do governador de Pernambuco, embora chateado com as declarações do colega de partido sobre o governo Lula, Dilma e o PMDB, é não polemizar com ele porque senão pode ser pior.

Ciro é conhecido nos meios políticos como “pavio curto” e o melhor jeito de conviver com ele é lançar mão do tradicional “jogo de cintura” para que ele não se exacerbe ainda mais.

Blog de Inaldo Sampaio

Marina: Minha agenda não é "de direita ou de esquerda"

A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, disse ontem que não está construindo uma "agenda de direita ou de esquerda" para as eleições. E afirmou que não conhece o significado da expressão "neoliberalismo verde", cunhada por críticos de seus recentes movimentos em busca de apoio.

"Precisamos sair destes rótulos. Eu não sei o que significa esta história de "neoliberalismo verde". O que eu sei é que nós tivemos conquistas nos últimos 16 anos e elas precisam ser preservadas", disse Marina.

A polêmica ganhou força após o anúncio da adesão do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, tido como supostamente mais identificado com ideias defendidas pelo PSDB.

"Sempre buscamos oferecer alternativas, à margem de partidos e de governos. Para isso, vamos discutir com as pessoas, sem rotulá-las e sem fazer policiamento", afirmou Marina.

Ela defendeu a autonomia do Banco Central, as metas de inflação e a manutenção do superavit primário. "Eu me lembro que, quando se falava em controlar a inflação e criar reservas, diziam que era uma política neoliberal. O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso fez isso e o presidente Lula continuou fazendo."

Blog do Magno

PMDB usa programa para fugir à fama de fisiologista

Para fugir à fama de fisiológico, PMDB tenta se firmar como legenda de 'programa'

As últimas pesquisas prenunciam uma disputa presidencial renhida, de resultado imprevisível. Porém...

Porém, algo já se pode prever: vença José Serra ou prevaleça Dilma Rousseff, o PMDB terá cargos no novo governo.

A movimentação do PMDB na cena política do Brasil redemocratizado expõe um rastro de fisiologia.

A má fama converteu a legenda em piada. Uma delas, embora velha, é reiterada a cada eleição.

Diz-se no Congresso que, em meio às dúvidas que permeiam todas as sucessões, há uma certeza imutável: o líder do futuro governo será Romero Jucá.

Jucá foi líder de Fernando Henrique Cardoso. Hoje, lidera a bancada que orbita ao redor de Lula.

Numa tentativa de se livrar da pecha, o PMDB decidiu pôr suas idéias no papel. Deseja firmar-se como uma legenda de programa (sem trocadilho).

Munido da peça, planeja negociar o apoio a uma candidatura presidencial. Os cargos iriam à mesa como coisa "acessória".

Nesta quinta (18), o partido realizou a primeira reunião do grupo que vai deitar o programa sobre o papel.

Sob a presidência de Michel Temer (SP), candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, juntou-se gente com idéias distintas das do PT.

O grupo inclui o presidente do BC, Henrique Meirelles; o ministro Nelson Jobim (Defesa), o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger...

...O líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves; um diretor da CEF, Wellington Moreira Franco; e o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, deputado Eliseu Padilha.
O repórter ouviu três participantes do grupo. Juntando-se as idéias que lhes ocupam os neurônios pode-se concluir que produzirão um texto de arrepiar o petismo.

Na economia, o PMDB deseja fortalecer o mercado, não o Estado. Prega a retomada de reformas negligenciadas sob Lula. A Previdenciária, por exemplo.

O partido torce o nariz para uma proposta que caiu nas graças de Lula e Dilma: a recriação da Telebras.

Advoga o fortalecimento das agências regulatórias, hoje aparelhadas pelo petismo.

Dá de ombros, de resto, para um documento que o PT consagrou no Congresso que realizou, em Brasília, no mês passado: o Plano Nacional de Direitos Humanos.

Fechado com Dilma, Michel Temer diz que a celebração do casamento PMDB-PT terá de ser precedida por uma “fusão” de programas.

Mas nem só de partidários de Dilma é feito o grupo destacado para formular o programa do PMDB.

O gaúcho Eliseu Padilha, por exemplo, ex-ministro dos Transportes de FHC, prefere que a legenda se associe à candidatura do tucano José Serra.

Amigo de Serra, o ministro Nelson Jobim não diz em público, mas também soltaria fogos se o PMDB caísse no colo de Serra.

Padilha e Jobim integram uma minoria. O mais provável é que o grupo pró-Dilma prevaleça naconvenção, marcada para junho.

Mas o programa do partido será multiuso. Se Serra vencer, vai à mesa também na negociação do apoio ao futuro governo tucano.

O PMDB se autoimpôs um calendário. A primeira versão do programa ficará pronta em 15 de abril. Correrá de mão em mão.

Recolhidas as sugestões de ajuste, um segundo texto virá à luz até o fim de abril. Será levado a voto num megaencontro marcado para 8 de maio.

Começa, então, a batalha para temperar a plataforma esquerdista que o PT entregou a Dilma com os condimentos de centro que agradam ao paladar do PMDB.

Afora o catecismo econômico comum (respeito às metas fiscal, cambial e de inflação), há dúvidas quanto às propostas que Dilma aceitará encampar. De concreto, apenas duas certezas:

1. O líder do próximo governo será o pemedebê Romero Jucá.

2. Seja qual for o eleito, o PMDB terá cargos na Esplanada. Muitos cargos.

Escrito por Josias de Souza

Os números de Mendonção

Cacique do grupo Mendonça, tarimbado em disputas proporcionais – está no 11º – o deputado José Mendonça Bezerra faz um prognóstico diferenciado do que vem sendo visto pela mídia em relação à eleição da bancada federal. Segundo ele, a coligação PMDB-PSDB-DEM-PPS, que se formará em torno da provável candidatura de Jarbas a governador, elege entre oito a nove deputados federais.

Ele prevê que os 10 principais candidatos – Mendonça Filho (DEM), Helena Guerra (PSDB), Tony Gel (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Bruno Rodrigues (PSDB), Raul Henry (PMDB), Edgar Moury Fernandes (PMDB), Raul Jungmann (PPS), Augusto Coutinho (DEM) e André de Paula – somam 1,2 milhões de votos.

“Isso é suficiente para eleger oito. Com o voto de legenda, as sobram nos permitem eleger nove”, disse Mendonção. A aritmética dele é baseada num coeficiente eleitoral em torno de 180 mil votos. Num cenário mais pessimista, o DEM, na sua avaliação, elege quatro e não dois como um jornal chegou a noticiar.

Mendonção baliza seus números mais otimistas num cenário em que a oposição possa contar com uma candidatura forte e competitiva ao Governo do Estado, no caso o senador peemedebista Jarbas Vasconcelos. “Sem Jarbas, podemos sofrer baixas por causa do voto de legenda, mas não temos dúvida da sua candidatura”, afirmou.

Coluna de hoje na Folha

Pesquisa faz a festa de tucanos e petistas

A recente pesquisa do Ibope-CNI teve o dom de satisfazer o PT e o PSDB a um só tempo. Os companheiros, pelo crescimento dos percentuais de Dilma Rousseff, agora a cinco pontos de José Serra. E os tucanos por conta da conclusão de que, se as eleições fossem hoje, o governador paulista estaria eleito, dadas as projeções para o segundo turno: 44 a 39. Mesmo reconhecendo a rápida ascensão da candidata nas preferências populares, o PSDB sustenta que Serra ainda lidera a disputa sem fazer campanha, ao contrário da adversária.

Dizem seus líderes que quando lançar-se formalmente, dia 10 de abril, os números tenderão a crescer. Estabilizados, porém, já bastam para a vitória.O singular nessa pesquisa refere-se à candidatura de Ciro Gomes. Sem ele, Serra e Dilma sobem três pontos cada um. São seis. Como o ex-ministro e ex-governador do Ceará recebeu onze pontos, com seu nome na lista, indaga-se onde foram parar os outros cinco...

(Carlos Chagas)

sexta-feira, 19 de março de 2010

Rodrigo Maia insiste na tese de que se Aécio não for o vice de Serra, a vaga é do DEM

Pegando carona nas declarações de Sérgio Guerra (PSDB) segundo as quais é “natural, provável e possível” que o vice de Serra seja alguém do DEM, o presidente nacional do partido, Rodrigo Maia (RJ) declarou hoje que é isso mesmo. Se Aécio Neves não quiser, a vaga será do Democratas.

Só não fala ainda em nomes para não constranger José Serra. Que, aliás, confirmou hoje, pela primeira vez, em São Paulo, que vai largar o governo no próximo dia 4 para concorrer ao Palácio do Planalto.

Rodrigo não faria nenhuma questão de ser o candidato a vice mas diz que o partido tem outros nomes, como, por exemplo, os senadores Kátia Abreu (TO) e José Agripino (RN). Como Serra não quis ninguém do DEM para ser seu vice em SP, presume-se que, se depender da vontade dele, o vice será outro tucano.

Blog de Inaldo Sampaio

Decisão sobre destino de Ciro será tomada junto com Lula mais a frente

Apesar das críticas ao PT e da perda de terreno na rinha eleitoral, Ciro Gomes não perderá a legenda para disputar a presidência agora.

O partido socialista tomará a decisão somente mais a frente, em parceria com Lula. Sempre em parceria com Lula.

A candidatura de Ciro foi colocada para ajudar a garantir o sucesso da base de Lula em 2010. No momento que Dilma cresce e ganha competitividade, fica sem sentido.

A dispensa do cearense será feita sem calor, sem irradiação. Os petistas tanto sabem disto que não se dão ao trabalho de responder os ataques do socialista, conhecido pelo tom verborrágico.

Blog de Jamildo

Bancada da oposição reafirma denúncias sobre obras da Copa

Em nota distribuida, há pouco, com a Imprensa, o líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, Augusto Coutinho (DEM), contestou à reação governista às denúncias feitas pela bancada oposicionista sobre as obras supostamente irregulares na chamada Arena da Copa, em São Lourenço da Mata. Veja abaixo:

01 - Como está bem claro na nossa campanha, ao contrário do que o Governo do Estado quer dar a entender, somos completamente a favor da Copa do Mundo em Pernambuco;

02- A Legislação Ambiental exige a realização de Estudos de Impacto Ambiental (EIA)/Rima em projeto de glebas acima de 100 hectares com parcelamento do terreno. O projeto Cidade da Copa, encampado pelo Governo do Estado, tem mais de 200 hectares e foi apresentado aos pernambucanos como uma proposta única (projeto imobiliário/estádio), cuja arena seria a âncora. Portanto, fugir disso, é tentar burlar a Legislação;

03 - Se o governo diz que não precisa de EIA-RIMA e fala numa simples licença ambiental deve apresentar a sociedade o documento, que é público. E não apenas isso, deve apresentar a Legislação que dispensa a exigência de EIA/RIMA num projeto de impacto como o da cidade da Copa, inclusive na área ambiental, uma vez que está numa área remanescente da mata atlântica, nas margens do rio Capibaribe e de alta declividade;

04 – Não é verdade que a proposta de ampliação do Estádio do Arruda não atende aos parâmetros da FIFA. Existe um projeto pronto de reforma do Arruda, que atende a todas as exigências da FIFA e nós da bancada da oposição, preocupados com o fortalecimento do futebol pernambucano, apresentamos a ampliação com a reforma dos estádios dos Aflitos, da Ilha do Retiro e do Central, em Caruaru. Defendemos a Copa em Pernambuco e, ao mesmo tempo, que ela deixe um saldo positivo para o Estado, em especial o nosso futebol. Porque fazer um elefante branco, quando nossos estádios precisam de reforma?

05 – O governo, mais uma vez, recorre à manipulação de informações, fugindo do ponto básico do nosso questionamento: o desperdício do dinheiro público. O elefante branco do governador não é viável economicamente, não há estudos que mostrem que ele se sustentará após a Copa. Além disso, o governo não explica, por exemplo, por que gastar R$ 500 milhões (e aposto que não será isso) num estádio para 45 mil lugares se há um mais viável, onde se vai gastar muito menos, em torno de R$ 195 milhões, para 68 mil lugares e que pode, inclusive, fazer com que Pernambuco sedie as semifinais?

06 – O governo tem obrigação de discutir com a sociedade um projeto deste porte, com a destinação de R$ 1,6 bilhão. Porém, mais uma vez, assumindo uma postura arrogante e o papel de dono da verdade, se recusa ao debate e não responde os questionamentos legítimos levantados. O que vai ser feito com este elefante branco depois da Copa? Quem vai pagar para mantê-lo?

07 – O governador desde o início disse que todo o projeto seria financiado através da iniciativa privada, depois disse que não pode investir dinheiro público em patrimônio privado (tentando desqualificar o Arruda). A contradição clara demonstra a falta de verdade do governo. Juridicamente, é possível, sim, o estado investir no Arruda, como já afirmaram diversos juristas hoje num blog local. No mais, como divulgado pela própria imprensa, o que o governo já afirmou é que fará um empréstimo junto ao BNDES para financiar a construção do estádio, fala também em obras do PAC, ou seja, dinheiro público. Fatalmente esta conta será paga por nós;

08 – Entraremos na segunda-feira (22), com um pedido de informação ao governo, solicitando que o órgão ambiental, a CPRH, justifique tecnicamente a suposta inexistência da exigência de EIA/RIMA para um projeto deste porte, pois continuaremos firmes exercendo nosso papel fiscalizador.

Deputado Augusto Coutinho
Líder da Oposição

Blog do Magno

Jefferson diz que se Serra ganhar a eleição vai encontrar uma máquina 'aparelhada'

O ex-deputado cassado, Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, diz em artigo para a “Folha de São Paulo” de hoje que se Serra ganhar a eleição muito pouca coisa mudará no Brasil porque os aparatos administrativos arrecadadores foram aparelhados”.

Veja outras opiniões do presidente, que “liberou” o PTB pernambucano para apoiar Dilma Rousseff:

1- “O PT detém controle também sobre os sindicatos, o funcionalismo público, o aparato repressivo (Ministério Público Federal e Polícia Federal), usados para destruir seus inimigos, fazendo terrorismo e chantagem política”.

2- “Se eleito, Serra vai comandar uma máquina estatal dominada por adversários, muitos deles indicados para atuar em tribunais superiores (grifo do blog: colocando son suspeição os ministros do STF indicados por Lula?)”.

3- “No Brasil, hoje, não há mais escândalos. Ficam uma semana nos jornais e na TV, depois ninguém mais se lembra deles. Não produzem conseqüências judiciais. O caso do mensalão é emblemático”.

É isso aí.

Blog de Inaldo Sampaio

FHC diz que PSDB deve lançar campanha antes de candidato

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem, no Rio, que o PSDB deveria ter mais autonomia e não esperar o governador José Serra assumir que é candidato à Presidência para começar a fazer propaganda.

"Uma coisa é o candidato, outra coisa é a campanha. Não sei por que o partido tem que esperar alguém lhe dizer que é candidato para começar a fazer propaganda. Deve fazer o quanto antes", disse FHC, após palestra sobre Joaquim Nabuco na Academia Brasileira de Letras.

Apesar de defender que o seu partido faça propaganda de Serra já, FHC criticou novamente Lula por ter, em sua avaliação, precipitado a campanha, o que teria dado a impressão de que os demais candidatos estavam atrasados. Ontem, Lula foi multado pela Justiça Eleitoral por campanha antecipada.

Mesmo em sua palestra sobre o centenário da morte de Nabuco, FHC não deixou de fazer, ironicamente, uma referência a Lula. Lembrou que o abolicionista, após conhecer de perto a realidade dos Estados Unidos como diplomata brasileiro no país no início do século 20, defendeu maior alinhamento do Brasil com os americanos.

"Que o presidente Lula não me ouça, e não estou falando do Irã, mas, quem sabe, Nabuco não estivesse já delineando naquela época para o Brasil uma relação mais estreita com os Estados Unidos, que desse espaço para o país se afirmar mais em sua área de influência naquela época, exercendo uma ação de moderação na América Latina", afirmou.

da Folha de S.Paulo

Eduardo anuncia liberação de R$ 338 milhões para obras hídricas em Pernambuco pelo Banco Mundial

O governador Eduardo Campos assinou em Brasília, com o Banco Mundial - BIRD, a liberação de um empréstimo no valor de US$ 190 milhões (R$ 338 milhões) para a implantação do Programa de Sustentabilidade Hídrica de Pernambuco. A execução das obras está prevista para acontecer em cinco anos, com carência de mais cinco. O financiamento total deverá ser pago em 15 anos.

“Este tipo de operação com agências multilaterais leva um tempo médio de cinco anos para ser aprovado e o Governo de Pernambuco conseguiu a aprovação em apenas dois anos e meio”, afirmou Eduardo, após a assinar o o contrato de empréstimo com o Diretor do BIRD para o Brasil, Makthar Diop.

O Plano conta com três componentes: o primeiro é a estruturação do sistema de gestão dos recursos hídricos do Estado, que vai monitorar as águas de superfície e subterrâneas, além de criar a Agência Pernambucana de Água e Clima (APAC); o segundo visa a eficiência no controle de perdas, que vai se concentrar nas cidades de Jaboatão e Olinda e consiste na modernização da rede de distribuição da Compesa; e o último é o Programa de Revitalização do Rio Capibaribe.

Este último tem como objetivo implantar 100% de cobertura de esgotamento sanitário nos municípios de Paudalho, Limoeiro, Salgadinho, Toritama e Vitória de Santo Antão, evitando que essas localidades continuem escoando dejetos no próprio rio.

“Além destas cinco cidades, Santa Cruz do Capibaribe e Surubim, que também estão nas margens do rio, estão com investimentos garantidos através do PAC para serviços de saneamento nos mesmos moldes do desenvolvido na Revitalização do Capibaribe”, explicou João Bosco.

A despoluição do Rio Capibaribe dialoga com o tema da semana da Água 2010 que este ano é: “Água Limpa para um Mundo Saudável”. Durante os dias 22 e 26 deste mês, a Secretaria de Recursos Hídricos, promove uma série de palestras e seminários para tratar do assunto.

Por fim, para a criação da APAC estão previstas a construção de uma sede e a realização de concurso público para contratação de 100 técnicos. A agência vai organizar conselhos de usuários e comitês de bacias e realizar estudos hidrológicos. Uma das metas previstas é o estudo das bacias subterrâneas do Estado e o disciplinamento do uso de recursos através de poços artesianos.

Blog de Jamildo

PT encontra mansão para acomodar Dilma

O PT já encontrou uma nova mansão em Brasília para acomodar, durante a campanha eleitoral, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do partido à sucessão presidencial. Dilma vai deixar a casa onde mora na Península dos Ministros e se instalar em uma mansão que fica a poucas quadras da atual e pertence ao ex-ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais e Turismo).

A informação foi antecipada hoje pelo "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete. Segundo a coluna, o imóvel é térreo, tem três quartos e não fica de frente para o lago.

(Folha Online)

Eduardo Campos reafirma em São Paulo que é preciso encontrar um 'meio termo' entre a proposta de Ibsen e a de Sérgio Cabral

Depois de dar uma pancadinha em Sérgio Cabral dizendo que “quem apostou no tudo ou nada, ficou sem nada”, o governador Eduardo Campos reafirmou ontem, em São Paulo, que o apoio da Câmara Federal à emenda Ibsen (369 votos a favor e 722 contra) não deixa a mais remota dúvida de que o velho modelo de partilha dos “royalties” do petróleo não tem mais como sustentar-se.

“Acho que o grande desafio, agora, é encontrarmos, entre a proposta de Ibsen e aquela que havíamos construído, uma sugestão que deixa o Senado em condições de votar a emenda e o presidente Lula em condições de sancioná-la”, disse o governador.

Ele disse também que ninguém de bom senso quer o desequilíbrio fiscal do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de São Paulo, que seriam os três estados mais prejudicados pela emenda Ibsen. Mas não abre mão de defender “os legítimos interesses republicanos de um Brasil sem os desequilíbrios que ainda tem”.

Blog de Inaldo Sampaio

Lula manda passar a tesoura nas emendas que fazem a alegria dos prefeitos

Taí uma péssima notícia para os deputados federais que vinham engordando suas carteiras eleitorais por meio de emendas ao OGU direcionadas para prefeituras.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou um corte nesta quinta-feira de R$ 21,5 bilhões no Orçamento Geral da União porque a receita de impostos não está correspondendo ao que foi previsto pelos congressistas quando da elaboração do OGU.

O corte atingiu em cheio as chamadas “emendas parlamentares” com que senadores e deputados federais costumam cativar seus prefeitos.

O ministro garante que as verbas previstas para educação, saúde, programas sociais e o PAC, que vai impulsionar ainda mais a candidatura de Dilma Rousseff a presidente da República, estão mantidas.

Óbvio que a chiadeira vai ser grande quando o presidente Lula voltar do Oriente Médio mas quem tem 75% de aprovação popular não tá nem aí para reclamação de deputado ou senador.

Blog de Inaldo Sampaio

Jarbas tem palanque

Sabido e de couro curtido pelas adversidades que já enfrentou na vida pública, o governador Eduardo Campos (PSB) dificilmente deixará ser embriagado pela falácia de que Jarbas não tem nem construirá palanques no interior. Comecemos pelas cidades de porte médio.

Em Caruaru, o ex-prefeito Tony Gel e sua mulher Mirian Lacerda, a deputada estadual mais votada no município nas eleições passadas, abrirão um confortável espaço para o senador peemedebista. Já em Garanhuns, o ex-prefeito Silvino Duarte, que rompeu com o prefeito Luiz Carlos Oliveira, tem uma banda do eleitorado local.

Subindo para o sertão, em Petrolina a Prefeitura está sob o comando de Júlio Lóssio, aliado de Jarbas e do ex-deputado Osvaldo Coelho. Alguém pode dizer que nos grotões a situação é diferente. Não é. Em Afogados da Ingazeira, por exemplo, Jarbas contará com o apoio da ex-prefeita Gisa Simões, que perdeu a eleição passada por apenas 300 votos para o socialista Totonho Valadares.

Na Região Metropolitana, Jarbas tem palanques competitivos em Jaboatão, com o apoio do prefeito Elias Gomes; em Abreu e Lima, com o prefeito Flávio Gadelha; e em Olinda com a ex-prefeita e deputada Jacilda Urquisa.

No mais, essa fantasia de que em alguns municípios as duas forças concorrentes se unem tranquilamente com Eduardo cai por terra quando a realidade eleitoral mostrar que o senador compete em igualdade de condições com o governador.

Coluna de hoje na Folha
Blog do Magno

Osvaldo Coelho para deputado estadual e Domingos Sávio para deputado federal

Versões que estão circulando em Petrolina dão conta que as oposições já rearrumaram o seu palanque lá depois que o ex-prefeito Guilherme Coelho (DEM) desistiu de disputar vaga na Câmara Federal.

A ser procedente a boataria, o ex-deputado Osvaldo Coelho, pai de Guilherme, seria candidato a deputado estadual, devendo ser eleito sem sair de casa, e o vice-prefeito Domingos Sávio (PSDB) a deputado federal.

Com isso, a banda dos “Coelhos” que faz oposição ao governo estadual garantiria uma vaga na Assembleia Legislativa, o que é de grande importância para preservar seu espaço político visando às eleições municipais de 2012.

Blog de Inaldo Sampaio

quinta-feira, 18 de março de 2010

Segundo Lula, decisão sobre royalties é do Congresso

Ao falar, hoje (18), sobre a decisão que o Senado deverá tomar em relação às mudanças aprovadas pela Câmara dos Deputados no sistema de partilha dos royalties do petróleo da camada pré-sal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fez sua parte e que agora “a bola está com o Congresso”, informou a Agência Brasil.

“O presidente da República já apresentou o projeto, está nas mãos do Congresso Nacional. O Congresso que resolva o problema, eu já cumpri com a minha parte, já apresentei como resultado de um acordo”, afirmou o presidente, em entrevista à imprensa, antes de deixar a Jordânia.

Lula disse que alertou os líderes no Congresso para que o assunto não fosse votado em 2010, por se tratar de um ano eleitoral. “Minha primeira vontade era de não votar o royalty este ano. Isso foi dito para todos os líderes, porque eu sabia que era um ano político e que, em ano de eleição, todo mundo quer fazer gracinha. Eu sabia disso e alertei todo mundo: Vamos discutir o restante e deixar o royalty para o ano que vem, porque isso vai ser lá pra 2016”.

informou a Agência Brasil.

Jarbas diz que pesquisa do Ibope não tem nada de novo e tem razão

O senador Jarbas Vasconcelos não ficou surpreso com a pesquisa do Ibope que aponta José Serra com cinco pontos de vantagem em relação a Dilma Rousseff (35 x 30) porque a tendência de crescimento da candidata do PT já tinha sido captada pelo Instituto Datafolha.

Em verdade, o resultado da pesquisa em si não surpreendeu. Os dados surpreendentes são:

1- 75% dos brasileiros avaliam positivamente o governo Lula;

2- O jeito de o presidente Lula governar é aprovado por 83% da população;

3- 77% dos entrevistados confiram no presidente da República;

4- 49% dos entrevistados acham o segundo governo de Lula melhor que o primeiro;

5- 53% dos brasileiros dizem que preferem votar em um candidato apoiado pelo presidente Lula;

6- 42% dos entrevistados desconhecem quem é o candidato de Lula.

Foram entrevistados 2.002 pessoas em 140 municípios brasileiros de 6 a 10 de março deste ano.


Blog de Inaldo Sampaio

Oposição diz que Pernambuco pode ficar fora da Copa. Líder do governo rebate

Em entrevista coletiva realizada hoje pela manhã, a Bancada de Oposição da Assembleia Legislativa apontou suposto risco de Pernambuco ficar fora da Copa do Mundo de 2014 por conta de problemas legais na execução das obras do estádio que o governo pretende construir em São Lourenço da Mata.

“As obras do estádio não têm Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA), e os estudos demoram cerca de um ano e meio para ficarem prontos. Não dá para ferir a lei e fazer sem o EIA-RIMA, e caso o estudo seja feito, o estádio não ficará pronto no tempo especificado pela FIFA”, disse o líder da Oposição, Augusto Coutinho (DEM).

Segundo o líder da Oposição, além dos problemas legais e ambientais no projeto do novo estádio, a obra tem tudo para se tornar um elefante branco e ser subutilizada após a Copa.

“O desperdício de dinheiro público será da ordem de pouco mais de R$ 1 bilhão, uma vez que será construído um estádio que não vai ser freqüentado por ser afastado das principais cidades da Região Metropolitana”, afirmou Coutinho.

Como alternativa ao novo estádio, os deputados propuseram a adoção da Arena Pernambuco, que seria a ampliação e reforma do estádio do Arruda – adaptado para 64 mil lugares – e investimentos em três outras praças de Pernambuco: Ilha do Retiro e Aflitos (Recife) e Luiz Lacerda (Caruaru).

As obras custariam R$ 325 milhões, sendo R$ 195 milhões para o Arruda (palco dos jogos da Copa) e R$ 130 milhões na adaptação dos outros três estádios para os treinamentos das seleções que vêm a Pernambuco.

“É uma alternativa racional e econômica, que evita o desperdício de dinheiro público e deixa quatro estádios de Pernambuco em perfeitas condições para o futuro”, afirmou Coutinho.

Segundo a deputada Terezinha Nunes, o estádio que o governo pretende construir em São Lourenço irá, além de onerar o Estado, dificultar a vida do torcedor.

“O deslocamento vai ser bem maior, assim como o preço do ingresso para manter o estádio”, disse. Segundo a deputada, Pernambuco corre o sério risco de ficar fora da Copa do Mundo porque a Parceria Público-Privada (PPP) proposta pelo Governo do Estado para a construção do novo estádio ainda não decolou. “O Governo está com sérias dificuldades para encontrar parceiros privados, e o tempo está passando”, disse.

Augusto Coutinho deixou claro que a bancada é totalmente favorável à realização da Copa em Pernambuco, e que por isso mesmo está apresentando uma alternativa ao estádio do Governo.

“Só não podemos compactuar com desperdício explícito de dinheiro público. Num Estado com tantas pessoas necessitadas e tantas obras estruturais que ainda precisam ser feitas, construir um estádio de R$ 1,6 bilhão que não vai ser utilizado depois – podendo, ao invés disso, gastar R$ 195 milhões no Arruda – é uma afronta à população”.


O líder do governo rebateu as críticas.

“Eles praticam a teoria do caranguejo no caçuá: enquanto um sobe, os outros procuram derrubá-lo.Deviam assumir que são contra a copa em PE”.

“Nós da bancada de governo assinaremos também a convocação de audiência pública sobre o projeto para a copa do mundo em PE”.


“Se eu fosse membro da oposição em PE certamente não proporcionaria um vexame tão grande como foi hoje pela manhã com a "Arena Coral".

Blog de Jamildo

Oposição alerta para a possível não realização da Copa em PE

Em entrevista coletiva realizada hoje pela manhã, a Bancada de Oposição da Assembleia Legislativa alertou para o risco de Pernambuco ficar fora da Copa do Mundo de 2014 por conta de problemas legais na execução das obras do estádio que o governo pretende construir em São Lourenço da Mata. “As obras do estádio não têm Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA), e os estudos demoram cerca de um ano e meio para ficarem prontos. Não dá para ferir a lei e fazer sem o EIA-RIMA, e caso o estudo seja feito, o estádio não ficará pronto no tempo especificado pela FIFA”, disse o líder da Oposição, Augusto Coutinho (DEM). Também estiveram presentes à entrevista os deputados Antônio Mores, Terezinha Nunes e Pedro Eurico (todos do PSDB), Miriam Lacerda e Maviael Cavalcanti (DEM) e Jacilda Urquisa (PMDB).

Como alternativa ao novo estádio, os deputados propuseram a adoção da Arena Pernambuco, que seria a ampliação e reforma do estádio do Arruda – adaptado para 64 mil lugares – e investimentos em três outras praças de Pernambuco: Ilha do Retiro e Aflitos (Recife) e Luiz Lacerda (Caruaru). As obras custariam R$ 325 milhões, sendo R$ 195 milhões para o Arruda (palco dos jogos da Copa) e R$ 130 milhões na adaptação dos outros três estádios para os treinamentos das seleções que vêm a Pernambuco. “É uma alternativa racional e econômica, que evita o desperdício de dinheiro público e deixa quatro estádios de Pernambuco em perfeitas condições para o futuro”, afirmou Coutinho.

Augusto Coutinho deixou claro que a bancada é totalmente favorável à realização da Copa em Pernambuco, e que por isso mesmo está apresentando uma alternativa ao estádio do Governo. “Só não podemos compactuar com desperdício explícito de dinheiro público. Num Estado com tantas pessoas necessitadas e tantas obras estruturais que ainda precisam ser feitas, construir um estádio de R$ 1,6 bilhão que não vai ser utilizado depois – podendo, ao invés disso, gastar R$ 195 milhões no Arruda – é uma afronta à população”.

Blog do Magno

Melhor performance de Marina é na região Norte

A candidata do PV a presidente da República, Marina Silva, tem sua melhor performance no Norte/Centro Oeste, de acordo com a pesquisa do Ibope.

Se a eleição fosse hoje, ela, que é natural do Estado do Acre, teria 10% de intenções de voto nessas duas regiões (que os institutos de pesquisas consideram como se fosse uma região só).

A ex-ministra de Lula tem 5% no Nordeste, 6% no Sudeste e 3% no Sul e tende a desempenhar nessas eleições o mesmo papel desempenhado em 2006 por Heloísa Helena (PSOL): fazer oposição pela esquerda.

Blog de Inaldo Sampaio

Câmara aprova eleição indireta de governador no DF

Menos de 24 horas depois de o TRE-DF ter cassado o mandato do governador preso José Roberto Arruda (ex-DEM), a escolha do substituto começou a ser preparada.

A Câmara do DF aprovou, por unanimidade, um ajuste na Lei Orgânica da Capital, uma espécie de constituição local.

Previa que, vagando-se os cargos de governador e de vice, assumiria o presidente da Câmara. Porém...

Porém, a Constituição federal, que se sobrepõe à Lei Orgânica, prevê a realização, em 30 dias, de eleição indireta.

Em votação relâmpago, os deputados distritais ajustaram a legislação do DF à Constituição. Presentes, 19 parlamentares. Todos votaram a favor.

Para que comece a vigorar, a emenda ainda precisa ser votada em segundo turno. Algo que deve ocorrer em dez dias.

Nesse meio tempo, a Câmara aguarda pelo julgamento do recurso que a defesa de Arruda promete protocolar no TSE.

Confirmando-se a cassação, os deputados terão 30 dias para escolher o novo governador.

Por ora, permanece no leme o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR). Ele responde interinamente pelo governo desde 25 de fevereiro.

Escrito por Josias de Souza

Defesa de Arruda tem três dias para recorrer da cassação

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Distrito Federal publicou nesta quinta a cassação do mandato do governador preso José Roberto Arruda (sem partido) por desfiliação partidária. A partir de hoje, a defesa tem três dias para recorrer contra a perda do mandato. A defesa ainda avalia as vantagens para o ex-democrata de recorrer contra a cassação. Na noite de ontem (17), os advogados de Arruda solicitaram ao TRE local cópia da sessão que determinou a perda do mandato de Arruda. A estratégia é avaliar possíveis falhas dos juízes na sessão, informou o site de Cláudio Humberto.

Blog do Magno

No Nordeste, segundo o Ibope, Dilma bate Serra por 39 x 25

A região do país em que Dilma Rousseff tem seus maiores índices de intenção de voto é o Nordeste, onde, se a eleição fosse hoje, ela bateria Serra por 39 x 25.

A candidata do PT tem, por enquanto, o apoio dos governadores Roseana Sarney (MA), Wellington Dias (PI), José Maranhão (PB), Marcelo Deda (SE) e Jaques Wagner (BA).

Cid Gomes (CE), Wilma Faria (RN) e Eduardo Campos (PE) teoricamente apóiam Ciro Gomes mas, mais adiante, vão se abraçar com Dilma, que é a candidata do presidente Lula.

O Nordeste é a região do país onde o candidato do PSB tem sua melhor performance: 16% (graças ao elevado índice que tem no seu Estado natal).

Blog de Inaldo Sampaio

Plano de governo do PMDB deve ser apresentado ao PT em maio

O PMDB deve finalizar até o dia 8 de maio o plano de governo para as próximas eleições. Após reunião de cúpula hoje (18), na Câmara dos Deputados, os principais nomes do partido disseram que o texto será apresentado ao PT em caso de confirmação da aliança para a próxima campanha presidencial, informou a Agência Brasil.

"O PMDB não vai aceitar prato feito nem vai brigar. Vai fazer eventualmente uma coligação, vai fazer uma coalizão. E você só faz coalizão dialogando. Para isso, precisamos ter um plano de governo”, explicou o presidente da Câmara, deputado Michel Temer.

Segundo ele, no texto o partido não se “furtará” a entrar em temas espinhosos como aborto. “Não vamos nos furtar a uma certa ousadia. Mas é lógico que a ousadia estará amalgamada com a ideia da moderação. Mas ainda não há pontos definidos, nós vamos defini-los pouco a pouco até o dia 8 de maio”, afirmou Temer.

Agência Brasil.

Pela pesquisa do Ibope, Dilma empata com Serra na região Sul

A pesquisa do Ibope divulgada ontem sobre a intenção de votos dos brasileiros para presidente da República indica que Serra e Dilma estão empatados tecnicamente na região Sul, a mais adversa para o PT depois do Sudeste.

De acordo com os números, a candidata do PT tem 34% de intenções de voto naquela região, ante 36% do tucano. Ciro Gomes tem 12% e Marina Silva 3%.

O Sul é constituído pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Um tucano lidera as pesquisas no Paraná (Beto Richa, atual prefeito de Curitiba), um demo está na frente em Santa Catarina (Raimundo Colombo) e um petista lidera no Rio Grande (Tarso Genro). Mas é uma dianteira tão desconfortável quanto à de José Serra porque não chega aos 40%.

Blog de Inaldo Sampaio

O adversário é Dilma

Mais uma rodada de pesquisa do Ibope mostrou, ontem, Serra e Dilma empatados tecnicamente, com uma diferença para o tucano de apenas cinco pontos percentuais. A ministra consolida uma tendência de crescimento, natural diante de tamanha exposição.

O governador paulista continua favorito, mas mergulha num território de altíssimo risco justamente no momento em que está prestes a renunciar a uma reeleição certa. Essas pesquisas revelam o que já era previsto. Com 74% de aprovação, Lula puxaria até um poste, como a Dilma.

O desafio de Serra é transformar a eleição num embate dele com a ministra da Casa Civil e não cair na tentação de Lula, de transformar o embate num plebiscito sobre o seu governo. Frente a Dilma, Serra tem chances. É mais preparado, tem um currículo inegavelmente melhor, uma passagem bem sucedida pelo Ministério da Saúde e boa gestão na Prefeitura de São Paulo e no Governo paulista.

Num debate sobre os problemas nacionais, principalmente a saúde, Serra engole o poste do Planalto, que leva desvantagem ainda na falta de carisma, na frouxidão moral do seu partido, o PT, e na fraca performance de rua no contato direto com o povo. Para o pré-candidato tucano, portanto, a estratégia é mostrar que o seu adversário é Dilma e não Lula. Não é o governo que está em julgamento, mas o futuro do País.

Coluna de hoje na Folha


Blog do Magno

PDT quer continuar na vice de Eduardo Campos (PE) mas quer distância de Paulo Skaf

Com a decisão de Ciro Gomes (PSB) de não disputar o governo de São Paulo por uma coligação de partidos de centro-esquerda, o candidato a governador deverá ser mesmo Aloízio Mercadante (PT). E o pragmático deputado Paulinho (PDT), da Força Sindical, já se ofereceu para apoiá-lo em troca da vaga de vice.

Na Câmara Federal, PDT, PSB e PCdoB formaram o “bloquinho” para fazer contraponto ao PT dentro do campo da esquerda. Mas como o provável candidato do PSB ao governo de São Paulo será o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, Paulinho quer distância dele.

Diz que sua base política é sindical e não aceita, por hipótese nenhuma, fazer coligação com o presidente da Federação das Indústrias.

Na opinião de Ciro Gomes, é bom que o PT tenha seu próprio candidato e o PSB o dele. E como time que não joga não tem torcida, o PSB pode começar a existir em SP se lançar Paulo Skaf pra governador, um vice de outro partido, Luíza Erundina e Gabriel Chalita para o Senado.

Blog de Inaldo Sampaio

Dilma: ''Sempre que alguém acreditou em pesquisa, deu errado''

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência, afirmou nesta quarta-feira que, "sempre que alguém acreditou que pesquisa era eleição, deu errado". Embora satisfeita com os números da pesquisa CNI/Ibope, segundo petistas que a acompanhavam em viagem a Uberaba (MG), Dilma disse que o dia da eleição é o que vale. Pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje mostra que a ministra subiu na disputa à Presidência e encostou no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que ainda lidera. A diferença entre os dois pré-candidatos caiu de 21 para cinco pontos percentuais.

"Nesse período, estamos apresentando crescimento. Agora, ninguém cresce antes que o último voto seja colocado na urna. A pessoa tem de ser muito tranquila e não acreditar que a pesquisa é a eleição", afirmou.

Dilma disse que a aposta que deve ser feita é em cima do trabalho realizado pelo governo Lula. ''É por esse trabalho que vamos ser julgados. Óbvio que esperamos que o julgamento seja um bom julgamento. Fizemos muito e consideramos que falta muito por fazer", afirmou.

(Informações da Folha Online)

Jarbas estaria vivendo o mesmo drama que Arraes viveu em 2002

Numa roda de influentes políticos da oposição fez-se a seguinte especulação sobre a eleição de governador que se avizinha, comparativamente à de 2002:

1- Naquela época, Jarbas era candidato à reeleição e o PSB não tinha páreo para enfrentá-lo. Como o partido tinha que ter um candidato, Arraes lançou o engenheiro Dilton da Conti.

2- Dilton saiu da eleição com menos de 5% dos votos válidos e por ter cumprido uma “missão partidária” ganhou da presente a presidência da Chesf, em que até hoje permanece.

3- Hoje, Eduardo Campos é o Jarbas pelo avesso. É favorito absoluto para reeleger-se e a oposição não tem quadros para enfrentá-lo. O mais forte seria Jarbas, como Arraes também seria naquela época, mas será que o senador quer?

4- Em razão disso, Jarbas pode ser tentado a fazer em 2010 o que Arraes fez em 2002: indicar um candidato sem expressão político-eleitoral para desvalorizar a vitória do adversário.

5- O “Cristo” seria o ex-presidente da OAB, Jayme Asfora, conforme cogitado dois meses atrás pelo ex-deputado Maurílio Ferreira Lima. Mas não estaria excluída a possibilidade de esse candidato ser um dos dois Rauls: Henry (PMDB) ou Jungmann (PPS).

6- Em caso de vitória de Serra para presidente, esse candidato seria indenizado com um bom cargo no governo federal, assim como Gustavo Krause foi por ter enfrentado Arraes em 94 e Humberto Costa também foi por ter enfrentado Jarbas em 2002. Ambos ganharam de presente um ministério.

Blog de Inaldo Sampaio

quarta-feira, 17 de março de 2010

Candidatura de Serra será lançada num dia de sábado, em Brasília, ao meio dia

Parece haver um complô dentro do próprio PSDB para que o governador de São Paulo, José Serra, não seja presidente da República.

Está publicado nos jornais de hoje a confirmação da notícia que já havia sido antecipada pela revista “Veja”, ou seja, a candidatura do governador será lançada no dia 10 de abril próximo, um sábado, ao meio dia, em Brasília.

Conforme observou em mensagem ao blog o ex-deputado Maurílio Ferreira Lima, ao meio dia do sábado já é possível comprar os jornais de domingo em muitas capitais do Brasil, inclusive Recife. Logo, dia e hora que o tucanato escolheu para fazer o lançamento desta candidatura são contraproducentes.

- Haverá o fato mas não haverá a versão – afirma Maurílio Ferreira Lima, para quem isto é mais grave do que a existência da versão sem o fato.

A propósito, quando Marco Maciel era governador a diretoria da Compesa precisou avisar à imprensa que a população do Recife teria que passar por um período de racionamento d’água devido à queda do nível das barragens.

Marco Maciel, que é do ramo, sugeriu à diretoria do órgão que convocasse uma coletiva de imprensa para as 3 horas da tarde de um dia de sábado. Por que? Porque a notícia sairia sem muito destaque nos jornais do dia seguinte.

Blog de Inaldo Sampaio

TCE determina a suspensão de dispensas da Prefeitura do Recife

Medida Cautelar monocrática expedida pela conselheira Teresa Duere determinando à Secretaria de Assistência Social da Prefeitura do Recife a suspensão de todo e qualquer ato relacionado com as Dispensas de Licitação nºs 13/2009 e 14/2009 foi referendada ontem pelo Tribunal Pleno.

O objeto das Dispensas é a contratação de empresas para implantação do Centro da Juventude nos bairros de Iputinga e Alto do Pascoal, cada um com um orçamento estimado R$ 991.930,44. A empresa contratada foi o Instituto Latino Americano de Tecnologia em Educação e Ciências - ILATEC.

De acordo com o relatório técnico de auditoria, elaborado pela Divisão de Acompanhamento da Gestão Municipal, o valor das obras está em desacordo com o Termo de Referência porque as despesas que seriam realizadas no período de cinco meses foram estimadas para 12.

Notificada para apresentação de defesa, a secretária Karla Menezes informou por ofício que já havia acatado as determinações emanadas da Cautelar monocrática e que estava impossibilitada de prestar quaisquer outras informações acerca dos dois processos porque os autos se encontram na Procuradoria do Município à espera de parecer. Por isso, a relatora manifestou-se pela manutenção da Cautelar e pela formalização de um processo de auditoria especial.

Blog do Mgno

Eduardo, se tiver tempo, vai procurar Ciro em Brasília para uma conversa a dois

Antes de embarcar hoje para Brasília para participar de uma reunião sobre o pré-sal (15h) e de outra com o ministro da Saúde, José Gomes Temporão (17h), o governador Eduardo Campos confirmou ao blog que, se tiver tempo, vai procurar o deputado Ciro Gomes (PSB) para trocar um “dedo de prosa” sobre a eleição presidencial.

O governador de Pernambuco não gostou da entrevista dada por Ciro à “Folha de São Paulo” na qual ele criticou o governo Lula, Dilma Rousseff, o PMDB e o próprio Partido dos Trabalhadores que deseja fazer dele o seu candidato ao governo de São Paulo.

Para ele, como sua “metralhadora giratória” o deputado cearense não ganha um voto e só faz perder apoio político.

Blog de Inaldo Sampaio

terça-feira, 16 de março de 2010

Se Jarbas não quis comentar a candidatura de Robalinho ao Senado, é sinal de que não gostou

Político muitas vezes fala mais por gestos do que por palavras. Foi o que ocorreu ontem com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) que se negou a fazer comentários sobre o lançamento da candidatura do seu amigo e ex-secretário de saúde, Guilherme Robalinho, a uma das vagas no Senado pelo PPS.

Guilherme afirma que antes de lançar-se candidato conversou com ele, Jarbas, e que não houve objeção. “Até porque ele sabe que eu entrei nisso para ajudá-lo”.

Jarbas, por sua vez, declarou ao JC de hoje que o ideal era que ficasse todo mundo junto. Ou seja, as oposições unidas em torno dos prováveis candidatos Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB).

Chamou a atenção das pessoas que foram à Associação Comercial assistir ao lançamento da candidatura de Robalinho a ausência do presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire.


Blog de Inaldo Sampaio

Juiz que analisará cassação de Arruda no TRE já participou de governo no DF

Um dos sete integrantes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal, que vai analisar no fim da tarde de hoje o pedido de cassação do governador afastado e preso, José Roberto Arruda (sem partido), já fez parte do governo do ex-democrata.

Em janeiro de 2007, antes de chegar ao tribunal, o jurista Raul Sabóia foi nomeado por Arruda para ser chefe da Procuradoria Jurídica da Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental) e, em agosto de 2008, foi empossado no TRE. Segundo interlocutores, Sabóia também trabalhou na campanha de Arruda ao governo local em 2006.

Sabóia afirmou à Folha Online que pretender participar do julgamento no qual o TRE vai decidir se Arruda deve ou não perder o mandato por ter deixado o DEM, após as denúncias do esquema de arrecadação e pagamento de propina. Questionado se sentia à vontade para participar do julgamento, o desembargador avisou que não daria entrevista. "Eu vou participar deste julgamento. Agora, não vou dar entrevista."

O julgamento do pedido de cassação de Arruda ainda pode ser adiado por um pedido de vista. O governador afastado e preso é acusado pelo procurador regional eleitoral, Renato Brill de Góes, de ter deixado o DEM sem respaldo legal e para evitar constrangimentos.

A ação do procurador foi motivada porque o DEM não recorreu à Justiça Eleitoral. A resolução do TSE que fixou em 2007 normas para a infidelidade partidária não prevê justa causa para desfiliação partidária por questão de foro íntimo.

Segundo a resolução do TSE, se no prazo de 30 dias o partido não entrar com ação --como ocorreu no caso do DEM--, cabe ao Ministério Público fazê-lo em mais 30 dias.

A defesa de Arruda está pronta para recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), caso o TRE aprove a cassação do mandato do governador afastado. A advogada Luciana Lossio, no entanto, acredita que a ação deve ser arquivada porque será um julgamento técnico. "Ele não tinha nenhuma alternativa a não ser se desfiliar".

Arruda também é alvo de processo de impeachment na Câmara Legislativa e de dois pedidos do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que a Casa autorize que ele seja processado criminalmente.

O governador está preso desde o dia 11 de fevereiro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, acusado de obstruir as investigações do esquema de corrupção.

Da Folha Online, em Brasília

Serra bate Lula e Dilma na gincana de inaugurações

José Serra, o quase-presidenciável do PSDB, promoveu neste ano eleitoral de 2010 mais inaugurações do que Lula e Dilma Rousseff, a candidata do PT.

Considerando-se todo o pacote administrativo-eleitoral (inaugurações, lançamentos de projetos, visitas a indústriais e vistorias em obras), Serra foi a 32 eventos desde 1º de janeiro –um a cada dois dias.

No mesmo período, Lula e Dilma deram as caras em 27 atividades do gênero –uma a cada dois dias e meio. Somando-se a entrega de um hospital estadual, no Rio, à qual compareceu sozinha, Dilma vai a 28.

Computando-se apenas as inaugurações, Serra conserva a dianteira. Compareceu a 27 cerimônias. Lula e Dilma foram a 21. Incluindo-se o hospital carioca, Dilma soma 22.

Embora prevaleça nos números, Serra perde no tamanho da vitrine. O governador desfila sua quase-candidatura em São Paulo. Lula leva a candidatura de Dilma para passear em diferentes Estados.

Os dois lados qualificam as solenidades como atos extritamente administrativos. Mas a comparação com 2009 desmonta a pantomima.

Num cotejo com o mesmo período do ano passado, Serra participara de dez inaugurações. Lula, fora apenas a sete.

A fúria com que descerram-se as placas e cortam-se as fitas encontra explicação no calendário eleitoral.

Serra e Dilma terão de trocar as cadeiras de governador e de ministra pelos palanques até 3 de abril.

De resto, reza a lei que, a partir do dia 6 de julho, nenhum candidato a cargo eletivo poderá tomar parte de inaugurações.

Descontado o fato de que, no gogó, Lula é mais efusivo do que Serra, o governador tucano também se serve das solenidades oficiais para exaltar os próprios “feitos”.

A eloquência verbal de Lula e a indefectível presença de Dilma nos eventos federais levaram a oposição a protocolar nove representações no TSE.

PSDB, DEM e PPS acusam a candidata oficial e o cabo-eleitoral dela de fazer campanha eleitoral antecipada. Algo que a lei proíbe.

Até aqui, a tese não prosperou nos julgamentos. Para o Tribunal Superior Eleitoral, o presidente e sua preferida não ultrapassaram, por ora, a fronteira que separa o legal do ilegal.

A aferição das estatísticas pode levar o petismo a dizer que, tomada pela movimentação de Serra, a oposição reclama, por assim dizer, de barriga cheia.

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Escrito por Josias de Souza

Governador diz que Ciro erra ao atacar PT de São Paulo

Falando na condição de presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos disse, há pouco, em Caruaru, onde participa de uma audiência pública de lançamento da Adutora do Agreste, que o pré-candidato do PSB ao Planalto, Ciro Gomes, errou ao adotar um tom agressivo em relação ao PT de São Paulo, Estado pelo qual poderia sair candidato a governador apoiado pela legenda petista.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Ciro classificou o diretório do PT paulista como “um desastre” e descartou completamente a possibilidade de disputar o Governo de São Paulo. “Não se abre portas com termos tão grosseiros”, lamentou o governador pernambucano. Sobre a insistente tese de Ciro, de que prefere disputar o Palácio do Planalto, Eduardo disse que ele tem todo direito, mas não vai tratar do assunto pelos jornais. O governador informou que marcará um encontro com Ciro para discutir o processo sucessório.

Folha de São Paulo

Dilma pode ir a eventos com Lula mesmo após desincompatibilização, diz AGU

A AGU (Advocacia Geral da União) apresentou nesta terça-feira a integrantes do governo federal uma cartilha com orientações a serem seguidas pelos agentes e servidores públicos no período eleitoral. A cartilha estabelece o que pode ou não ser realizado pelo presidente da República, ministros e outros servidores públicos federais até as eleições de outubro.

O advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, disse que o objetivo da cartilha é dar orientações de comportamento ao integrantes do governo, para que todos sigam a lei no período eleitoral. "A orientação parte do pressuposto de que todo mundo terá comportamento de acordo com a lei. É preciso deixar o mais claro possível quais são os limites", afirmou.

Segundo Adams, o presidente da República está autorizado a subir no palanque de candidatos fora do horário de seu expediente oficial. A cartilha, no entanto, não estabelece horários em que Lula pode atuar diretamente na campanha de sua candidata, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ao Palácio do Planalto.

"O presidente deve acompanhar a orientação. É um agente público, por isso não lhe é negado o direito de cidadania de apoiar candidatos. Não há impedimento para que, fora do espaço em que exerce a Presidência, participe de atos políticos", disse Adams.

O advogado afirmou que Lula pode participar de atos de campanha mesmo em viagens oficiais, desde que isso ocorra fora do seu horário de trabalho. A única exceção vale para viagens em que Lula for participar exclusivamente de atos de campanha. Nesses casos, a despesa deve ser arcada pelo PT --seu partido.

"Se o presidente for se deslocar exclusivamente para um processo eleitoral, como num sábado, quem paga é o partido. Mas o horário em que não estiver na sua atividade de governo, pode participar de eventos. Ele pode usar momentos de folga para estar em eventos de campanha", explicou o advogado.

Adams disse que, antes de junho --quando serão oficializados os registros das candidaturas--, os ministros e outros entes da administração pública federal podem manter a rotina de trabalhos. "Nessas duas semanas até a desincompatibilização, os potenciais candidatos continuarão tendo o comportamento que já têm."

No caso da ministra Dilma, que tem que deixar o governo no dia 3 de abril para se tornar candidata (quanto termina o prazo de desincompatibilização), Adams disse que ele pode continuar sua participação em atos de governo até o registro da candidatura --já que entre abril e junho não terá nenhum cargo no Executivo, mas também ainda não será oficialmente candidata.

Internet

Entre as orientações da AGU para os ministros e servidores públicos está a proibição do uso de computadores ou celulares públicos para a realização de campanha eleitoral --mesmo que fora do horário de trabalho. Os ministros e outras autoridades estão autorizados a fazer campanha fora do expediente, mas não podem usar ferramentas do governo na campanha.

"A internet exige cautela do administrador. Ele não pode fazer campanha na internet usando um computador ou um celular público", disse Adams.

Anexada à cartilha, a AGU publicou resolução da Comissão de Ética Pública do governo federal com regras sobre a participação de autoridades públicas em eventos político-eleitorais.

Entre as recomendações da comissão está o pedido para que as autoridades evitem "expor publicamente divergências com outra autoridade administrativa federal ou criticar-lhe a honorabilidade e o desempenho funcional" --como ocorreu na divergência pública entre ministros na edição do Plano Nacional de direitos humanos do governo federal, no final de 2009.

Adams disse que, apesar das restrições, os ministros e o presidente Lula não estão impedidos de divulgar suas ações no período eleitoral. "Não é campanha falar da administração daquele ministério", afirmou.

O ministro apresentou hoje a cartilha a chefes de gabinetes nos ministérios. Adams terá outras cinco reuniões para mostrar o material, uma delas com o próprio presidente Lula e os ministros.

Gabriela Guerreiro da Folha Online

Eduardo: "Adutora do Agreste não tem cor partidária"

Ao justificar, há pouco, em discurso, a presença de 25 prefeitos na abertura da audiência pública em torno da adutora do Agreste, em Caruaru, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), disse que o projeto não tem coloração partidária e que por isso mesmo convocou prefeitos dos mais diversos partidos, vereadores e lideranças políticas.

“Estamos dando o pontapé a um projeto que une todos os municípios do Agreste. Pernambuco tem pressa, o Agreste tem a pior situação hídrica do Estado e essa situação não pode mais perdurar”, afirmou.

Eduardo informou que esteve com o presidente Lula, na semana passada, e entregou o projeto da adutora como a prioridade número do Estado para o PAC-2. “Estudos da Agência Nacional de Água apontam que o Agreste, com 27% da população do Estado, tem a pior bacia hídrica do Estado. Temos aqui muita gente e pouca água para atender tamanha demanda”, lamentou, acrescentando que a adutora nasce “para embalar os sonhos do povo do Agreste”.

O governador abriu solenemente a audiência. A Compesa e a Secretaria de Recursos Hídricos convocaram 2,5 mil pessoas, entre autoridades e lideranças comunitárias, mas pouco mais de 800 pessoas estavam presentes.

Eram esperados 60 prefeitos, mas só estavam presentes 25. Eduardo chegou cedo a Caruaru e antes do evento fez uma visita às obras de duplicação da BR-104, passando pelos trechos dos viadutos centrais. Estavam presentes, também, seis secretários estaduais, o vice-governador João Lyra Neto e o deputado federal Wolney Queiroz.

Prefeito anfitrião, José Queiroz (PDT) lembrou as dificuldades enfrentadas no Agreste pela falta de água e disse que o projeto apresentado pelo Governo estadual está sendo encarado como uma solução definitiva não apenas para Caruaru. 'Nossa região vai virar um manancial', previu.

O sistema da adutora de Caruaru beneficiará 62 municípios da região com a captação de água de um ramal da transposição do rio São Francisco. 'A idéia de que o abastecimento de água no Agreste passaria pela transposição do rio São Francisco já era defendida por nós naquela época', disse o presidente da Compesa, João Bosco. Com o cuidado de não exagerar na comparação, ele disse que a adutora do Agreste tem características semelhantes ao Porto de Suape.

'É um projeto plurianual (com orçamento que passa de um ano para o outro). Então, é preciso que toda a classe política e as lideranças de classe conheçam a proposta para que possam defendê-la e pleitear recursos junto ao governo federal', observou, ao justificar a mobilização em torno da obra

Blog do Magno

PPS faz gol contra

O que o PPS deseja com a candidatura de Guilherme Robalinho lançada, ontem, para o Senado? Médico competente, secretário com passagem das mais destacadas na Saúde em Pernambuco, tanto na pasta municipal do Recife quanto na estadual, Robalinho é uma referência no seu segmento, respeitado e credenciado além da fronteira pernambucana.

Mas a disputa para o Senado, neste momento, está desfocada de um projeto, servindo apenas para criar um ambiente de divisão e desconfiança no campo da oposição. Se Jarbas entrar na disputa para governador, os postulantes ao Senado na sua chapa já estão de antemão escolhidos: Marco Maciel, pelo DEM, e Sérgio Guerra, pelo PSDB.

Qualquer candidatura que surgir no bloco da oposição, como a de Robalinho, só tira voto de Maciel e Guerra, nunca dos adversários abrigados na chapa de reeleição do governador Eduardo Campos. Diante de tudo isso, a suspeita que recai em cima do presidente do PPS, Raul Junggman, é a de que está fazendo gol contra com algum interesse escuso.

Não creio, no entanto, que seja para barganhar, porque doutor Robalinho, pelo que conheço da sua história, seriedade e espírito público, não iria emprestar o seu nome para atender interesses de quem quer que seja.

Coluna de hoje na Folha

Marina e Serra contra Dilma, na final

Marina & Serra

Um líder do PV disse em recente reunião que não será surpresa nenhuma se Marina Silva se aliar a José Serra, do PDSB, num eventual segundo turno para a Presidência.

Marina x Dilma

Não é segredo também que Marina, quando ministra do Meio Ambiente, nunca engoliu Dilma Rousseff (Casa Civil). E vice-versa.

(Informe JB - Leandro Mazzini)

segunda-feira, 15 de março de 2010

TCE encontra irregularidades na Prefeitura de Terra Nova

Após verificar diversas irregularidades na prestação de contas da Prefeitura de Terra Nova, exercício de 2007, a Primeira Câmara do TCE julgou irregulares as contas do período e o relator do processo, conselheiro Carlos Porto, aplicou ao prefeito, Pedro Freire de Carvalho (PR), uma multa no valor de R$ 5.000,00. Também fez diversas recomendações para que o município não incorra nas mesmas falhas em exercícios posteriores.

As principais falhas apontadas pela equipe técnica e acatadas pelo relator foram: ausência de documentos obrigatórios na prestação de contas, contrariando a Resolução TC 03/2008; contribuições previdenciárias do Regime Próprio de Previdência Social e do INSS não recolhidas; processos de inexigibilidade nºs 02 e 03/2007 mal instruídos e sem as documentações exigidas pela Lei Federal 8.666/93 (Licitações); não evidência no balanço patrimonial de dívidas da Prefeitura com o INSS, Celpe e Fundo de Previdência Próprio.

O gestor terá o prazo de 15 dias, a partir do trânsito em julgado dessa decisão, para efetuar o pagamento da multa, em favor do Fundo de Aperfeiçoamento e Reequipamento Técnico do Tribunal de Contas.

Blog do Magno

Torcida de tucanos por Aécio na vice está longe de acabar

Apesar do esforço do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em dar como encerrada a possibilidade de sair como vice em uma chapa puro-sangue à Presidência da República com o paulista José Serra, a queda-de-braço entre tucanos está longe de acabar. O desfecho tem data limite para acontecer e não deve se dar antes dela. Será em junho. Neste mês, os partidos referendam seus candidatos em convenção e registram a chapa na Justiça Federal. Até lá, Aécio insistirá em concorrer vaga no Senado, decisão que será oficializada hoje à noite em reunião do PSDB-MG, informou a Agência Estado.

A partir do anúncio da candidatura de Serra à Presidência, previsto para a primeira semana de abril, políticos ligados ao paulista entrarão em campo para tentar convencer Aécio. Por enquanto, tucanos de Minas têm afastado a possibilidade de Aécio na vice dizendo que ele não pode participar de uma chapa que "nem candidato a presidente tem".

A ideia entre os serristas é de que a ausência do mineiro na chapa não inviabiliza a vitória de Serra, mas dificulta a situação no segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais. Em uma eleição que deverá ser acirrada - pesquisas de intenção de voto indicam empate técnico entre Serra e a ministra Dilma Rousseff (PT) - a presença de Aécio, um dos maiores cabos eleitorais de seu Estado, poderá ser decisiva.

informou a Agência Estado

Crítica de Ciro detona aliança em SP, diz líder do partido

O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, classificou nesta segunda-feira como fora de sintonia a declaração do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na qual chama o diretório paulista da legenda de 'desastre'. 'É uma situação fora de contexto ao processo que nós estávamos construindo com ele, que é de muito respeito e lealdade', afirmou.

Em entrevista à Folha, publicada hoje, Ciro admitiu que a sua candidatura ao governo de São Paulo seria artificial. Segundo ele, o PT é um desastre em São Paulo. Para o presidente do PT-SP, a possível aliança para lançar Ciro candidato em São Paulo está praticamente sepultada. '[A declaração] interrompe um processo de construção que estávamos fazendo', disse.

Silva afirmou que ainda considera Ciro entre os aliados e que não quer bater de frente com ele. No entanto, disse que o deputado precisa esclarecer a declaração ou dizer que foi mal interpretado. 'Foi um ataque frontal ao partido.'

blog do Magno

Para PT-SP, Ciro sepulta aliança no Estado ao chamar partido de 'desastre'

O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, classificou nesta segunda-feira como fora de sintonia a declaração do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) na qual chama o diretório paulista da legenda de "desastre". "É uma situação fora de contexto ao processo que nós estávamos construindo com ele, que é de muito respeito e lealdade", afirmou.

Em entrevista à Folha, publicada hoje, Ciro admitiu que a sua candidatura ao governo de São Paulo seria artificial. Segundo ele, o PT é um desastre em São Paulo.

Para o presidente do PT-SP, a possível aliança para lançar Ciro candidato em São Paulo está praticamente sepultada. "[A declaração] interrompe um processo de construção que estávamos fazendo", disse.

Silva afirmou que ainda considera Ciro entre os aliados e que não quer bater de frente com ele. No entanto, disse que o deputado precisa esclarecer a declaração ou dizer que foi mal interpretado. "Foi um ataque frontal ao partido."

O petista avaliou que Ciro poderia ter feito essa avaliação sobre o PT de outra forma e não pela imprensa. Silva lembrou que tem uma reunião sobre as eleições, marcada para esta semana, com os partidos de oposição ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

Na entrevista, o deputado afirmou que o PT paulista é um "desastre" e tem "eficiência medíocre". "Estou falando do desastre de confiabilidade, de confiança da população a ponto de o próprio PT, na minha opinião corretamente, pretender lançar um candidato jovem lá, para fazer nome. Os principais quadros do partido, por essa ou aquela outra, justa ou injustamente, entraram num problema. Não é brincadeira não, rapaz", afirmou Ciro.

Da Folha Online

Propaganda do PT é suspensa a pedido de PSDB e PMDB

O PSDB e o PMDB obtiveram hoje na Justiça Eleitoral a suspensão da propaganda partidária que o PT vinha exibindo na TV. Na peça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aproximar sua pré-candidata à Presidência, ministra Dilma Rousseff, de São Paulo, Estado que reúne o maior colégio eleitoral do País e no qual o PT sempre enfrentou dificuldades para obter a aprovação da maioria do eleitorado.

Na propaganda, Dilma afirma que tem "muito carinho e respeito" por São Paulo e Lula emenda que ela é uma "mineira com a cara e a alma de São Paulo".

Ao acolher a representação das duas legendas, o desembargador e corregedor regional eleitoral, Alceu Penteado Navarro, destacou que a peça "ultrapassa os limites estabelecidos pelo artigo 45 da lei 9.096/95", que trata da propaganda partidária gratuita. No seu entendimento, o PT usou o programa para promover a ministra, ferindo o artigo que trata, entre outras coisas, da "proibição de propaganda de candidatos a cargos eletivos e a defesa de interesses pessoais ou de outros partidos".

Com a suspensão, o PT terá direito de substituir as peças que seriam veiculadas ao longo desta semana.

Além do pedido de suspensão da propaganda na TV, o PSDB vai entrar amanhã com pedido semelhante para impedir que o PT continue veiculando a propaganda de mesmo teor no rádio. "Esta é a primeira vez que a Justiça Eleitoral reconhece que há promoção pessoal da ministra (Dilma Rousseff) nessa propaganda eleitoral antecipada", informa o advogado do PSDB Milton Terra.

Na sua avaliação, a campanha eleitoral deste ano será caracterizada não apenas pela disputa acirrada entre os candidatos, mas também nos tribunais. "Estaremos atentos para que não haja nenhum desvio da lei por parte de nossos adversários neste pleito", avisa.

Fonte Veja.com

PT espera receber mais doações que PSDB em 2010

Está pavimentado o caminho que ligará a campanha de Dilma Rousseff (PT) às caixas registradoras das maiores empresas do país.

A cúpula do PT estima que as arcas eleitorais de Dilma serão de três a cinco vezes mais robustas que as do rival José Serra, do PSDB.

O blog ouviu nas últimas duas semanas dirigentes petistas e tucanos. Detectou, de um lado, certezas e otimismo. Do outro, dúvidas e desânimo.

“No passado, quando o PSDB era governo, para cada milhão doado pra eles o PT recebia R$ 200 mil. Agora vai ser o contrário”, vaticinou um grão-petê.

Confrontado com a estimativa, um dirigente tucano familiarizado com a coleta de fundos de campanha concordou com o raciocínio.

O partido de Serra avalia que, neste ano, a desvantagem monetária em relação ao PT será maior do que a registrada em 2006.

Naquele ano, o PSDB levara às urnas o nome de Geraldo Alckmin. Amealhara, no oficial, R$ 62 milhões.

Uma cifra insuficiente para cobrir as despesas declaradas da campanha: R$ 81,9 milhões. Restara um passivo de R$ 19,9 milhões.

O PT, que comparecera à disputa com o projeto reeleitoral de Lula, arrecadara R$ 94,4 milhões. Despesas: R$ 104,3 milhões. Um vermelho de R$ 9,87 milhões.

Na sucessão de 2002 –Serra X Lula— o volume de verbas movimentado por cima da mesa fora quase o mesmo: R$ 33,7 milhões para o PT; R$ 34,4 para o PSDB.

Na atual fase de pré-campanha, o petismo atribuiu ao ex-ministro Antonio Palocci a tarefa de achegar-se aos grandes doadores.

No tucanato, mercê da demora de José Serra em retirar sua candidatura do armário, a coisa atrasou. Só agora os contatos começam a ser planejados.

Um dirigente do PT federal listou para o repórter cinco razões que levam a turma de Dilma a contar com um ovo que a galinha ainda não botou:

1. “Se é verdade que os pobres estão satisfeitos com o governo Lula, os muitos ricos também não têm do que reclamar”.

2. “A indústria naval brasileira, que estava quebrada, foi reativada graças às encomendas da Petrobras”.

3. “Grandes construtoras, que entraram em dificuldades com a crise internacional, tiveram acesso a crédito oficial”.

4. “O programa Minha Casa, Minha Vida reativou o setor da construção civil, antes voltado paraum filão que agonizava, o de classe média alta”.

5. “Os bancos também não têm do que reclamar. Registraram no governo Lula recordes delucratividade”.

Do lado da oposição, um dirigente do PSDB disse que, afora o fato de o PT controlar os grandes cofres da República, há o “fator TSE”.

É como se refere à resolução baixada pelo TSE para coibir as chamadas doações ocultas.

Dinheiro repassado pelas empresas aos partidos, não aos candidatos. Na prestação de contas, apontava-se como origem da verba a legenda, não a logomarca privada.

“A prevalecer o novo entendimento, a empresa que fizer doações para a oposição terá o nome exposto no jornal na semana seguinte”, queixou-se o grão-tucano.

E daí? “Nenhuma empresa gosta de ficar exposta à pressão de governo com o qual mantém contratos”.

Citou um caso que diz ter ocorrido em 2006. O PSDB precisava de dinheiro para financiar as despesas da convenção que apontaria Alckmin como seu candidato.

Contactado, um grande empresário –não quis mencionar o nome— topou custear o evento partidário. Fez a primeira doação numa conta do Banco do Brasil.

Segundo o tucano, o governo ficou sabendo. E o doador foi chamado ao Planalto. Pressionado, fechou o bolso.

Encerrou o relato com uma pergunta: “Qual é o grande fornecedor da Petrobras que vai correr o risco de fazer doações abertas para a oposição?”

PT e PSDB encerraram o ano de 2009 no vermelho. João Vaccari Neto, que assumiu a tesouraria petista há duas semanas, herdou um passivo de cerca de R$ 35 milhões.

O buraco é grande. Mas é menor do que o rombo de R$ 55 milhões que o ancetessor Paulo Ferreira, herdara de Delúbio Soares nas pegadas do mensalão.

O PSDB, que saíra da campanha de 2006 com uma dívida maior que a do PT, terminou 2009 com passivo bem menor: algo como R$ 4 milhões.

Num e noutro caso, o equilíbrio da escrituração partidária depende da coleta que cada legenda for capaz de realizar neste ano eleitoral de 2010.

A julgar pelos relatos feitos nos subterrâneos, o PT largou na frente.

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Escrito por Josias de Souza

Eleições provocarão quatro meses de "recesso branco" no Congresso

O Senado vai renovar este ano dois terços das 81 cadeiras parlamentares na Casa, cenário que vai esvaziar os trabalhos legislativos a partir do recesso parlamentar de julho. Entre os meses de julho e outubro, praticamente não haverá trabalhos na Casa em consequência das eleições --prática que não interrompe o pagamento dos salários e benefícios a cada um dos 594 congressistas.

Como 54 senadores vão perder o mandato em outubro, a maioria vai dedicar o segundo semestre para as campanhas, o que, pela tradição, compromete as votações na Casa.

Na Câmara, o cenário se repete, já que todos os 513 deputados têm que disputar cargos eletivos em outubro se desejarem permanecer na Casa --ou em outros cargos eletivos do Legislativo e do Executivo-- nos próximos quatro anos.

Na prática, o Congresso vai ficar com suas atividades paralisadas entre os meses de julho e outubro, sem que os parlamentares deixem de receber salários e gratificações previstas pela Câmara e Senado. No período, batizado de "recesso branco", não há votações em plenário, nem nas comissões da Casa. A presença não é obrigatória, o que evita cortes nos salários.

A expectativa é que as Casas realizem duas semanas de esforço concentrado --uma em agosto, outra em setembro-- para não paralisar por completo as suas atividades ao longo dos quatro meses pré-eleitorais. Alguns parlamentares só retomarão as atividades no final de outubro, caso disputem ou apoiem candidatos que vão chegar ao segundo turno.

Muitos parlamentares admitem que o modelo de "esforços concentrados" adotado pelo Congresso nos últimos anos não trouxe resultados práticos à atividade legislativa em ano eleitoral. A convocação para os trabalhos no período tem demonstrado pouca eficiência uma vez que os parlamentares estão envolvidos diretamente nas campanhas estaduais --com muitos que nem chegam a retornar a Brasília.

Segundo cálculos da ONG Contas Abertas, cada deputado pode chegar a custar mensalmente R$ 108,6 mil por mês aos cofres públicos --incluindo o salário e os benefícios concedidos. Em um ano, o valor pago a cada parlamentar é da ordem de R$ 1,3 milhão. Em ano eleitoral, os gastos são os mesmos, apesar dos deputados estarem fora da Casa por pelo menos quatro meses.

No Senado, cada parlamentar tem em média um custo mensal de R$ 168,8 mil, também incluindo o vencimento e as regalias existentes, de acordo com a ONG. Com isso, cada parlamentar da Câmara e do Senado recebe por mês, em média, R$ 138,7 mil. A ONG tomou como base o salário mensal de R$ 16,5 mil por mês, destinado aos parlamentares, assim como o 13º salário, 14º e o 15º salários --pagos no início e no final de cada sessão legislativa.

Os parlamentares também contam com a verba indenizatória no valor de R$ 15 mil mensais (para gastos como aluguel, manutenção de escritórios estaduais e locomoção, entre outros), assim como outros benefícios, como: verba de gabinete, auxílio-moradia (para quem não ocupa imóveis funcionais), despesas mensais com caixa postal e telefônica, além da cota de passagens aéreas.

Trabalho

Os deputados e senadores argumentam que não deixam de exercer suas atividades parlamentares no período em que se dedicam às campanhas eleitorais --o que justifica a manutenção dos salários e benefícios. "Em todos os lugares do mundo, quando você tem eleição, o parlamentar se dedica mais à atividade política. É um equívoco achar que o parlamentar trabalha só quando está no Congresso", disse o senador Francisco Dornelles (PP), presidente do PP.

Na opinião de Dornelles, no período eleitoral os parlamentares têm a oportunidade de manter contato direto com os eleitores --o que considera necessário para o bom andamento de seus trabalhos no Legislativo. "O deputado ou senador tem que ir lá nesse período prestar contas do seu mandato ou pedir desculpas, se não tiver exercido bem sua representação", afirmou.

Para o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, os regimes democráticos convivem com o afastamento de seus congressistas durante períodos eleitorais.

"A democracia é um regime cheio de defeitos, mas é o melhor que a gente conhece. Acho que a gente pode funcionar em regime de esforço concentrado", afirmou.

Virgílio disse que, mais grave que o esvaziamento do Congresso no período eleitoral, é a sua paralisia em períodos nos quais deveria estar funcionando a todo vapor. "Não é o fato do Congresso parar, é o fato de não estar produzindo nada", criticou.

Gabriela Guerreiro da Folha Online, em Brasília

Senado: João Paulo e Humberto próximos a um acordo

A tão sonhada unidade petista ficou mais próxima, ontem, após uma reunião, a portas fechadas, entre os dois principais líderes do partido no Estado. O secretário das Cidades, Humberto Costa, da Construindo um Novo Brasil (CNB), e o ex-prefeito do Recife, João Paulo, do Campo de Esquerda Unificado (CEU), avançaram na definição de um nome de consenso a ser apresentado ao governador Eduardo Campos (PSB), para compor a chapa governista ao Senado Federal. Humberto e João Paulo, que se encontraram no escritório político do ex-prefeito, em um hotel, no Pina, combinaram que até a próxima sexta-feira uma nova reunião entre eles será realizada, na tentativa de novos avanços.

No início da tarde, o ex-prefeito negou haver o encontro. Mais tarde, diante da confirmação do secretário, admitiu a reunião. Tanto o secretário quanto o ex-prefeito reafirmaram que tentarão evitar as prévias. “A conversa foi boa. Ficamos de procurar nossos grupos para construir uma lista de prioridades a serem discutidas”, destacou Humberto Costa. O ex-ministro da Saúde adiantou que o resultado da nova reunião pode ser levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente. “Isso será feito via presidente nacional do PT (José Eduardo Dutra)”, complementou João Paulo. “Chegamos a conclusões iguais, de que devemos evitar as prévias”, comemorou.

(Informações da Folha de Pernambuco - Arthur Cunha)

Luciano pode disputar cadeira na Alepe

Os membros da direção estadual do PCdoB se reuniram, no fim de semana, para retomar as discussões da legenda relacionadas às estratégias que serão adotadas para a eleição deste ano. Com relação à questão local, os comunistas ainda não definiram se deverão realmente participar do chapão governista nas esferas federal e estadual. Porém, o nome do vereador do Recife Luciano Siqueira, que antes era tido como certo para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, foi colocado como uma possibilidade à Assembleia Legislativa de Pernambuco. Como o ex-vice-prefeito dirige o partido no Recife e lidera as ações da Juventude Comunista no Estado, a ideia é que ele dispute uma cadeira na Alepe para dar sequência as suas atividades.

“Sou com um quadro coringa. Se o partido entender que devo disputar a eleição para estadual, federal ou mesmo que não dispute, acatarei”, garantiu Luciano Siqueira. Caso o nome do parlamentar se configure mesmo para a briga por vaga na Assembleia, o deputado estadual Nelson Pereira deverá disputar mandato federal. O único ponto realmente definido entre os comunistas é a candidatura da secretária estadual de Ciência,Tecnologia e Meio Ambiente, Luciana Santos, para a Câmara dos Deputados.

No encontro comunista, o primeiro ponto confirmado foi a realização de um ato público, no dia 8 de abril, para oficializar o apoio da sigla à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à Presidência da República. Na ocasião, lideranças comunistas de todo o País deverão se encontrar em Brasília para selar a parceria com o projeto político nacional do PT . Os detalhes do evento ainda devem ser fechados nos próximos dias.

GILBERTO PRAZERES

Folha de PE

RENOVAÇÃO–

O prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti (PTB), trabalha em silêncio feito bom mineiro, mas deve eleger seu irmão Júlio deputado estadual numa dobradinha de federal com Carlos Eduardo Cadoca. Sai de Arcoverde com 15 mil votos.

Blog do Magno

Pesquisa a ser divulgada nesta quarta-feira já aponta Dilma na frente de Serra

Se for chute é do repórter Lauro Jardim que escreve a coluna “Radar” da revista “Veja”. Ele está dizendo que uma pesquisa nacional sobre intenções de voto para presidente da República a ser divulgada nesta quarta-feira (mas que já seria do conhecimento do PSDB) mostra “empate técnico” entre Dilma e Serra, mas com a petista um ponto na frente.

A sondagem teria sido feita entre 5 e 10 de março com 2002 questionários em 142 municípios brasileiros. Outra pesquisa encomendada pelo PT apontaria Dilma com 3 pontos percentuais à frente de Serra.

É aquilo que Jarbas Vasconcelos declarou em entrevista ao “Globo” do último domingo (dia 7): Serra está perdendo tempo ao retardar injustificadamente sua candidatura presidencial, ao passo que a petista está avançando.

Blog de Inaldo Sampaio

Bezerra Coelho pode ter destino definido

Pré-candidato ao Senado Federal, o secretário Fernando Bezerra Coelho (PSB/Desenvolvimento Econômico) pode ter seu futuro político decidido nesta semana. Governistas atestaram, em reserva, que o governador Eduardo Campos (PSB) convocará o aliado para uma conversa definitiva neste dias, na qual FBC conhecerá o papel a ser desempenhado por ele nesta eleição. Correndo por fora na disputa por uma das vagas governistas à Casa Alta, o secretário de Desenvolvimento Econômico tem mobilizado inúmeras lideranças sertanejas a defenderem seu nome junto ao governador. Bezerra Coelho se lançou como o “senador do desenvolvimento”, cujo foco do mandato seria contribuir na Interiorização do desenvolvimento, “mantra” do Governo Eduardo.

À época prefeito de Petrolina, pela terceira vez, Bezerra Coelho foi uma das primeiras lideranças a declarar apoio ao então candidato Eduardo Campos, em 2006, quando o socialista tinha apenas 4% das intenções de voto no Estado. FBC trabalhou pesado pela eleição do governador no Sertão - região apontada como a responsável pela vitória de Campos - e depois abriu mão do mandato para assumir a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e a presidência do Porto de Suape. Além disso, em 1998, quando o ex-governador Miguel Arraes estava isolado, Bezerra aceitou ser candidato a vice, mesmo sem chance de vitória. Segundo revelaram governistas esses fatos obrigariam Eduardo a “retribuir” o apoio.

Pesa contra o secretário o fato dele estar filiado ao PSB, mesmo partido do governador. Com receio de perder apoios, Eduardo quer abrir espaço na majoritária para outros partidos da base, a exemplo do PT, dividido entre indicar o secretário Humberto Costa (Cidades) ou o ex-prefeito João Paulo, e o PTB, do deputado federal Armando Monteiro Neto. Outro caminho para o secretário seria a vice, mas Campos estaria relutando em tirar João Lyra Neto (PDT), aliado de primeira hora.

Talvez o principal problema de Bezerra Coelho seja o fato dele não pertencer à “cozinha” do governador. Pessoas próximas a Eduardo estariam com medo de que, uma vez sendo escolhido para a vice ou para o Senado, FBC traia o governador em 2014, optando por disputar o Governo do Estado, mesmo se a composição apontar para outro caminho.

Um terceiro caminho para o socialista seria a Assembleia, com a prerrogativa de ser o presidente do Poder, mas o próprio Bezerra veio a público negar seu interesse na alternativa.

ARTHUR CUNHA

Folha de PE