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domingo, 30 de agosto de 2009

O virtual palanque político pernambucano

Os políticos adoram montar cenários e depois ficar imaginando o que pode acontecer com as montagens que idealizam. Por isso, apesar de faltar muito tempo para as eleições de 2010, as especulações já estão por toda parte. E em todos os partidos, diga-se de passagem, porque quando se aproxima ano eleitoral eles entram em órbita, digamos assim, tão excitados ficam pensando nas urnas.

Tem gente que aposta tudo que as duas vagas de Pernambuco no Senado serão preenchidas por João Paulo (PT) e Armando Monteiro Neto (PTB). Seriam os preferidos do governador Eduardo Campos (PSB) que já estaria dando sinais nesse sentido: colocou o ex-prefeito do Recife no seu secretariado e tem viajado muito acompanhado do deputado federal petebista Armando Neto.

Outros acham que essa tese não se sustenta um dia sequer. E juram que os futuros senadores serão Armando Neto e Fernando Bezerra Coelho (PSB), porque o governador gostaria de fazer seu secretário de Infraestrutura senador para colocar um representante do Sertão no Senado e por aí vai.

Uma terceiro cenário seria o governador tentar eleger Ariano Suassuna e João Paulo para o Senado, uma montagem que teria como principal ingrediente a homenagem que Eduardo Campos prestaria ao escritor, um dos mais ativos participantes da sua campanha ao Palácio do Campo das Princesas.

Pelos cenários que andam sendo montados até agora dá pra perceber que falta criatividade nos cenógrafos da política: imaginam montagens previsíveis, mas não avançam em outras possibilidades, algumas esquisitas, é verdade, mas que não podem ser descartadas.

A mais ousada, com certeza, é aquela que tem no cenário Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB), ambos adversários do governador, que seriam eleitos para o Senado com apoio, às escondidas, claro, do Palácio do Campo das Princesas. Será que alguém duvida dessa possibilidade?

Melhor não duvidar não. Se conseguir fazer essa verdadeira cidade cenográfica, Eduardo Campos driblaria o PT; ganharia a gratidão eterna do DEM; traria para sua base o apoio do PSDB, mesmo que não fosse oficial e, de quebra, teria um discurso na ponta da língua para justificar a vitória dos dois : o governador certamente diria que, independentemente de pertencerem a partidos adversários, Maciel e Guerra têm serviços prestados a Pernambuco e, portanto, não importa que sejam do DEM e do PSDB.

Do site de Divane Carvalho

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