O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, defendeu nesta sexta-feira a democratização do uso da internet, durante as eleições. Ele disse que a maneira de lidar com as informações cotidianas de campanha deve, na internet, ter a mesma lógica da adotada em jornais e revistas, e não a praticada em TVs e rádios, que são concessões públicas.
"Se é possível legislativamente regular a internet, que se faça na perspectiva de jornais e revistas, onde a liberdade é maior ", disse Ayres Britto, após reunião do colégio de presidentes dos TREs, no Rio.
"Jornais e revistas não são concessão. Não precisam de autorização do poder público para sua publicação. Têm muito mais liberdade, liberdade até total para entrevistar candidatos e pré-candidatos. Sem nenhuma censura de conteúdo. Jornais e revistas podem tomar partido em prol desse ou daquele candidato. Que a analogia então se faça com jornais e revistas, para que a internet seja usada mais à vontade. Só há motivos para se prestigiar a internet, não para se manietar, não para amordaçar a internet ", completou o ministro.
O ministro foi incisivo nas críticas à proposta de reforma eleitoral, em tramitação no Senado. Para ele, há itens que desrespeitam a jurisprudência do TSE e colocam barreiras para a fiscalização.
Da Agência O Globo
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sábado, 29 de agosto de 2009
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