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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Guerra prevê sexto candidato

TUCANO e Jarbas garantem que têm poder de fogo para o próximo pleito
Com a equação das candidaturas ao Senado ainda sem resolução, o governador Eduardo Campos (PSB), sob o ponto de vista da oposição, não terá que escolher entre cinco potenciais nomes, mas entre seis, o que dificultaria ainda mais a filtragem. O cálculo é do presidente nacional do PSDB e candidato à reeleição, senador Sérgio Guerra. “Ainda tem gente para aparecer”, apostou ele ontem, sem citar nomes. “Vai aparecer”, reforçou.

A tese leva em conta os governistas já cotados para ocupar as duas vagas na majoritária socialista - os secretários João Paulo (PT-Articulação Regional), Humberto Costa (PT-Cidades), Luciana Santos (PCdoB- Ciência e Tecnologia), Fernando Bezerra Coelho (PSB-Desenvolvimento Econômico) e o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB).

O tucano preferiu não afirmar que uma candidatura do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao Campo das Princesas dificultaria o caminho dos governistas rumo ao Senado - cujas três vagas de Pernambuco são ocupadas por oposicionistas. O terceiro representante é o senador Marco Maciel (DEM). “As eleições de Pernambuco serão acirradas num sentido geral, presidente, governador, Senado. Quem viver verá”, asseverou Guerra.

Integrante da base governista, o deputado federal Inocêncio Oliveira (PR), ao avaliar tal cenário, no início da semana, ponderou o risco: “Se para governador estamos tranquilíssimos, para o Senado acho que a dificuldade será grande”. Isso, na hipótese de Jarbas aceitar ser o candidato a governador das oposições. Sobre essa confiança governista no páreo para o Executivo, Guerra ironizou: “Tem muita gente dando praticamente tudo como certo, mas estão praticamente errados, quando fazem isso. É um grande erro subavaliar os adversários”, profetizou.

Questionado sobre o potencial dos nomes que estão em jogo na ala governista, o tucano preferiu não fazer comparações com os pré-candidatos da oposição - ele e Marco Maciel. “Isso quer dizer que eles não escalaram ainda o time deles”, esquivou-se. Por outro lado, Guerra rejeitou que o time oposicionista estivesse totalmente definido, o que abriria um vácuo em relação a sua candidatura, já cogitada também para a Câmara Federal.

O senador Jarbas Vasconcelos também evitou medir a força dos adversários com base em uma eventual candidatura sua. “Temos que cuidar das nossas forças. Somos nomes respeitados, fortes com bela atuação no Senado”, ponderou. “Independente do número de candidatos (que o Governo tem para decidir), será uma eleição disputada”, apostou o ex-governador, que disse não saber quem seria o sexto e novato integrante da disputa governista pelas duas vagas de senador na chapa majoritária.

RENATA BEZERRA DE MELO

Folha de PE

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