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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nas mãos de Múcio

José Múcio se viu impedido de relatar o primeiro abacaxi que chegou as suas mãos como conselheiro do TCU: as irregularidades cometidas pelo Ministério de Esportes nos jogos Pan-Americanos de 2007. Mas logo em seguida não conseguiu evitar outro pepino: as suspeitas de desvios na Fundação Sarney.

A entidade teve a Petrobras como uma das suas patrocinadoras. Convênio fechado em 2005, com base na Lei Rouanet, levou a fundação a ser investigada este ano. Do R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil teriam ido para as contas de empresas prestadoras de serviços com endereços fictícios.

Relatório preliminar do Tribunal de Contas da União já atestou a regularidade dos repasses da Petrobras. No Maranhão, a fundação teve as prestações de contas de 2004 a 2007 rejeitadas pela Promotoria de Fundações e Entidades Sociais.

Segundo consta, os recursos federais foram utilizados até para pagar contas de energia, pessoal e outros serviços que não constavam dos projetos apresentados para captar recursos. Se houve malversação do dinheiro público, a palavra final caberá agora a José Múcio, que, como ministro das Relações Institucionais, ajudou a salvar Sarney lá atrás, na crise de moral do Senado

Coluna de hoje na Folha

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