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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O efeito marolinha

O presidente Lula nunca encarou a crise internacional como algo que gerasse consequências danosas para o País. Pelo contrário, subestimou e até zombou, afirmando tratar-se de uma marolinha. A marolinha arruinou os municípios, que estão a pão e água, e deu uma flechada na arrecadação nos Estados.

Aliado de Lula, o governador Eduardo Campos (PSB) confessa que, em cinco meses, no ápice da crise, Pernambuco deixou de arrecadar R$ 600 milhões. O Tesouro Nacional anunciou, ontem, que as contas do governo fecharam o mês de setembro com um baita déficit, algo em torno de R$ 7,6 bilhões.

O número é o pior para um mês de setembro desde 1997, além de ser o pior do ano. De acordo com os técnicos do Tesouro Nacional, a redução se deve à queda de R$ 7,8 bilhões na arrecadação de dividendos e do aumento de 9,7% nas despesas em relação a agosto por conta, principalmente, de um aumento de R$ 2,3 bilhões nos gastos de custeio e pessoal.

Traduzindo: além de gastador, mesmo diante de tempos de vacas magras, o governo Lula não tem planejamento. Como justificar um aumento de R$ 2,3 bilhões nas despesas quando a ordem imposta pela marolinha é apertar o cinto? Lula continua ignorando o tsunanime no caixa alheio.

Coluna de hoje na Folha de PE

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