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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Cenários de 2010

O ano novo, cuja cortina se abre hoje, nos reserva muita emoção pela frente. Na sua metade, a Copa do Mundo já em meio ao início de fato da campanha política. Doente por futebol e com repugnância à podridão que contamina, hoje, a política nacional, o brasileiro só começa de fato a despertar que este ano teremos uma eleição gigante – presidente, governadores, um terço do Senado, deputados federais e estaduais – quando pipocar na telinha mágica o guia eleitoral.

Para Lula, a eleição de Dilma se traduzirá num reconhecimento ao seu governo. No poder, a ministra, simbolicamente, será uma Lula de saia tocando o terceiro mandato. A oposição ataca de José Serra, governador de São Paulo, com chances de ter Aécio Neves na vice, reproduzindo a política do café com leite (Minas e São Paulo juntos) 40 anos após.

No plano estadual, só teremos campanha se Jarbas aceitar o desafio de enfrentar Eduardo. Do contrário, com um candidato olímpico pela oposição, nem disputa para o Senado ocorrerá. Profissionais do ramo, Marco Maciel e Sérgio Guerra, de olho na reeleição, sabem que, historicamente, é o governador bombado de votos que puxa os candidatos a senador da sua chapa.

BASTIDORE

Por trás do enfático discurso de João da Costa em favor da candidatura de João Paulo a senador mora uma razão: o ex-prefeito tiraria da cabeça a ideia de disputar a Prefeitura em 2012, deixando o caminho livre para Costa tentar a reeleição. O risco para o prefeito está justamente na candidatura de João Paulo a deputado federal. Com votação arrasadora no Recife, seria candidato natural a prefeito.


Blog do Magno

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