Só na virada da página de janeiro o governador Eduardo Campos (PSB) decide se antecipa para fevereiro a saída dos secretários-candidatos, que serão obrigados a debandar em abril, prazo de desincompatibilização. Mas é pouco provável que isso ocorra, porque seria, na prática, antecipar a campanha eleitoral, algo que não interessa ao governador.Candidato à reeleição, quanto menos esticar a corda da campanha, melhor para Eduardo. Mexer na equipe agora não seria prudente. Até porque, diga-se de passagem, não se trata de uma mudança qualquer.
São 10 auxiliares, ocupando pastas importantes e estratégicas, como é o caso do vice-governador João Lyra Neto, responsável pela pasta de Saúde, que só agora começa a deslanchar com a inauguração do primeiro dos três hospitais prometidos pelo governador.
A reforma passa pela Educação, Transportes, Desenvolvimento, Agricultura, Cidades e vai por aí agora. Tanta gente assim envolve um processo de negociação política, principalmente em setores ocupados por partidos da base.
O noticiário de que o governador poderia antecipar a mudança, entretanto, serviu pelo menos para uma coisa: aumentar a disposição de trabalho dos que serão obrigados a sair daqui a 90 dias, como exige a legislação eleitoral. Afinal, já tinha muita gente acomodada, pensando que o céu era perto, bem ali.
Blog do Magno
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