O presidente Lula estará hoje em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, para participar do Fórum Social Mundial. Claro que acompanhado de Dilma Rousseff. No sábado irá a Salvador, prestigiando uma espécie de dissidência do FSM, chamada de Fórum Econômico Mundial, criação do governador da Bahia, Jacques Wagner. Da mesma forma, com a candidata a tiracolo. Espera-se a presença de alguns chefes de estado estrangeiros, como Hugo Chavez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia.
A pergunta que se faz é se o Lula, além dos inevitáveis improvisos, levará alguma proposta efetiva de seu governo para reformular a ordem econômica internacional. Ou se manterá, no Sul e no Nordeste, a mesma coerência doutrinária a respeito da economia mundial. Porque na próxima semana viajará para Davos, na Suiça, onde se reúne a antípoda desses fóruns, integrada pelos países mais ricos do planeta. Será homenageado como o estadista do ano. Precisará discursar, dessa vez aferrado a um texto escrito. Dona Dilma não deverá faltar.
Como conciliar as diferentes tendências e reivindicações desses fóruns numa só pessoa? Ou serão três pessoas, num novo mistério?
Com todo o respeito, em matéria de teoria econômica, o nosso presidente assemelha-se ao Bom-Bril, aquele das mil e uma utilidades. Para cada plenário, uma mensagem distinta, não raro conflitante, apesar do clamor por mudanças.
Na verdade, o Lula estará mesmo em campanha eleitoral. Uma alta exposição, ele imagina, poderá ajudar a transferir sua imensa popularidade para Dilma Rousseff. Quanto aos que aguardam resultados concretos no plano das relações econômicas mundiais, que aguardem. De preferência, sentados...
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
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