Até anteontem, data do comunicado de Jarbas Vasconcelos dando por encerrada suas conversações com José Serra sobre a montagem do palanque em Pernambuco para as eleições estaduais, nenhum líder influente da oposição admitia falar sobre “Plano B”. A ideia era deixá-lo à vontade para definir data e condições que eventualmente exigiria para ser candidato a governador e só se ele recusasse a convocação é que se falaria num segundo nome, talvez Sérgio Guerra ou Raul Henry.
Esse figurino foi seguido à risca pelos principais atores do processo. Ninguém cogitou sequer em “off” de apontar uma segunda alternativa para disputar o governo estadual e os próprios nomes que foram ventilados excluíram-se por antecipação. Esquecem que o próprio senador disse ao “Globo” que não se deve no jogo político apostar todas as fichas num único nome tal como Serra faz com Aécio Neves, governador do Estado de Minas, que gostaria de ter como seu vice-presidente.
Como o que vale para Minas vale também para Pernambuco, influentes líderes da oposição que ainda preferem se manter no anonimato começam finalmente a acordar para a necessidade de ter um “Plano B”. Concluíram que a posição de Jarbas foi uma até o comunicado da última quarta-feira, e que de lá para cá passou a ser outra. Do contrário, ele não teria optado por uma “nota oficial” para deixar documentada sua nova posição em relação a Serra, cujas palavras foram pesadas e medidas.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
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