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sábado, 29 de agosto de 2009

Partidos cobram espaço

Apesar do discurso entre os membros da bancada aliada ao prefeito do Recife, João da Costa (PT), na Câmara Municipal, continuar sendo o de unidade, gritos insurgentes continuam a serem evocados desde a primeira reunião realizada pelo gestor com os vereadores governistas. Ontem, quatro partidos (PTN, PRP, PTdoB e PSL) assinaram uma carta intitulada “Revolta dos aliados do Recife”, onde questionaram a ausência de quadros das suas legendas no comando de pastas do município, passados oito meses do petista à frente da PCR.

“Na campanha foi tratado que todos os aliados participariam do Governo. Hoje, o que observamos é que os ‘aliados’ sazonais e que não têm votos no Recife, a exemplo: Inocêncio Oliveira (PR), têm secretarias e espaços importantes”, diz o texto.

Um dos nomes que constam na carta, Manoel Pinheiro - presidente municipal do PTN - afirmou que a incitava é um “ato de contestação, de cobrança, mas sem agressão”. “Ninguém quer agredir a imagem de ninguém. A intenção é mostrar o posicionamento desses partidos.

Acreditamos que o prefeito abra espaço para o diálogo”, destacou o dirigente. No meio da semana, o vereador Gilberto Alves (PTN) - que preside sua legenda no Estado - havia afirmado que continua com uma “paciência excessiva” nesse caso, mas deu a entender que ela pode se esgotar. Procurado ontem pela reportagem, o parlamentar disse que a insatisfação é real. “Ela existe, é legítima. Não queremos forçar nada, mas o diálogo é algo que precisa ser mantido”, argumentou. Dois partidos que assinam o documento (PTdoB e PSL) não possuem cadeiras na Câmara.

GILBERTO PRAZERES

folha de pernambuco

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