Dois dias após o prefeito de Tuperatama, Domingos Sávio Costa (PTB), ter apresentado documentos à Folha de Pernambuco que comprovariam sua idoneidade no episódio em que foi acusado pelo Ministério Público do Estado (MPPE) de fraudar empréstimos consignados, via Prefeitura, a promotora que investigou o caso, Ana Clézia Ferreira Nunes, contestou a defesa. “O MPPE não ingressou com ação infundada! Houve falsificação de documentos públicos e o prefeito confessou a dívida no nome do município”, afirmou. Ela ressaltou que os mais R$ 138 mil emprestados pelo Banco Matone ao petebista e seus familiares envolvidos ultrapassaram a cifra R$ 300 mil na ação de quitação movida pela instituição bancária.
“Ninguém sabe como é o cálculo que o Banco Matone faz. O perfil do caso se repete em todo o País, é o mesmo esquema numa série de estados. Vários promotores de diferentes cidades já investigaram o envolvimento desse banco nesse tipo de empréstimo e depois ações de cobranças contra o município”, disse Ana Clézia. A promotora ingressou com uma Ação Civil Pública de Improbidade administrativa com pedido de liminar contra o prefeito Domingo Sávio. Além do petebista, foram denunciados a sua esposa, seus três filhos, duas noras, dois cunhados e ainda um parente próximo, mais os empresários/donos do Banco Matone S/A.
Na próxima segunda-feira, a bancada de oposição na Câmara de Vereadores de Tuparetama entrará com um pedido de CPI para investigar o caso. Entre os documentos que teriam sido falsificados, estão contracheques e contratos de empréstimo, onde alguns dos familiares do prefeito, que não fazem parte do quadro de funcionários da Prefeitura, apareceram como comissionados, e outros - do quadro - estão descritos com salários bem maiores dos que realmente recebem.
GILBERTO PRAZERES
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sábado, 29 de agosto de 2009
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