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sábado, 26 de setembro de 2009

ONU pede fim do cerco militar à embaixada do Brasil

A pedido do governo brasileiro, reuniu-se em Nova York o Conselho de Segurança da ONU.

Na pauta, o cerco militar à embaixada do Brasil em Honduras, hoje um alberque de Manuel Zelaya e seus sequazes.

Coube à embaixadora norte-americana Susan Rice (foto), atual presidente do conselho, anunciar o resultado da reunião:

"Nós condenamos atos de intimidação contra a embaixada brasileira e exigimos que o governo de fato pare de acossá-la”.

Antes, a portas fechadas, o chanceler Celso Amorim relatara aos membros do conselho detalhes da encrenca de Tegucigalpa.

Contara que, depois da chegada do presidente deposto Manuel Zelaya, na segunda (21), a embaixada padecera cortes de luz, água e telefone.

Hoje, água e luz já voltaram. Telefones, só os celulares. Amorim discorrera também sobre o cerco militar. Ninguém entra na embaixada. Quem sai não volta.

Amorim pedira ao conselho da ONU que condenasse as hotilidades à representação diplomática, inviolável segundo reza a Convenção de Viena.

No essencial, o chanceler foi atendido. Houve, porém, certa eletricidade no encontro. A embaixadora Rice soou incomodada.

Para ela, a encrenca hondurenha, na qual se meteu o Brasil, é abacaxi para a OEA descascar. Empurrar o problema para dentro da ONU, pareceu-lhe inapropriado.

Na hora de dar a entrevista, Rice fez questão de esclarecer: tratou-se na reunião apenas do cerco à embaixada, não da barafunda política de Honduras.

Informou que o Conselho de Segurança da ONU não deve voltar a se ocupar do tema. Cabe à OAE, ela explicou, mediar uma solução para a crise.

Escrito por Josias de Souza

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