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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Lula mantém alto índice de popularidade

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém inalterado o alto índice de popularidade, com aprovação de 73% da população, segundo pesquisa Datafolha feita nos dias 24 e 25, informou o jornal Folha de S. Paulo.

O percentual apresentou uma mínima oscilação positiva, pois na pesquisa anterior do instituto, feita em dezembro de 2009, 72% dos eleitores entrevistados consideraram o governo ótimo ou bom. Trata-se do melhor desempenho de um presidente desde o início da série histórica feita pelo Datafolha, iniciada em 1990.

informou o jornal Folha de S. Paulo

Declaração de Inocêncio à 'Folha de Pernambuco' irrita a facção de Humberto Costa

O deputado Inocêncio Oliveira fez a seguinte declaração à “Folha de Pernambuco” deste domingo: se Jarbas for o candidato das oposições ao governo estadual, Eduardo Campos chamará João Paulo para ser candidato a senador devido à liderança política do ex-prefeito na área metropolitana do Recife.

Se não for Jarbas, Eduardo pode escolher qualquer outro nome que ganha a eleição. Inocêncio disse apenas o óbvio, porém suas declarações não foram do agrado da facção petista comandada por Humberto Costa.

O ex-ministro da Saúde está rouco de dizer que quem vai escolher o candidato do partido ao Senado é o diretório estadual, sem qualquer ingerência do Palácio do Planalto ou do Palácio do Campo das Princesas.

Blog de Inaldo Sampaio

Comissões técnicas da Câmara elegem presidentes na quarta-feira

Brasília - As 20 comissões técnicas permanentes da Câmara vão eleger na quarta-feira (3) seus presidentes e vice-presidentes. Alguns nomes para ocuparem as presidências já foram definidos pelos seus partidos e dependem da homologação pelos integrantes da respectiva comissão em reuniões marcadas também para quarta-feira.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa, por onde passam todos os projetos antes de serem levados à votação em plenário, além de ser a responsável pelos pareceres a recursos em questões de ordem, será presidida por um deputado do PMDB. Os deputado Eliseu Padilha (RS) e Mendes Ribeiro (RS) disputam o cargo. Se não houver acordo, a decisão será tomada no voto pelos integrantes do colegiado.

O PMDB também irá presidir as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Fiscalização Financeira e Controle. Os nomes mais cotados para presidirem essas comissões são os dos deputados Eunício Oliveira (CE) e Nelson Bornier (RJ), respectivamente. A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado deverá ser presidida pelo deputado Laerte Bessa (PSC-DF).

O PP, que vai presidir a Comissão de Minas e Energia, já indicou o deputado Mário Negromonte (BA) para o cargo. O PDT vai presidir a Comissão de Seguridade Social e para o cargo indicou o deputado Vieira da Cunha (RS). A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio deverá ser presidida pelo deputado Dr. Ubiali (PSB-SP) e a da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional deverá ter como presidente o deputado Marcelo Serafim (PSB-AM)

O DEM, que vai presidir as comissões de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável indicou para as presidências os deputados Abelardo Lupion (PR) e Jorge Khoury (BA), respectivamente. A outra comissão a ser presidida pelo DEM, a de Defesa do Consumidor ainda não tem a definição do seu futuro presidente.

O deputado Humberto Souto (PPS-MG) deverá presidir a Comissão de Desenvolvimento Urbano, e o deputado Alex Canziani (PTB-PR) deverá ficar com a presidência da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.

O PSDB ainda não indicou os deputados que irão presidir as comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e de Turismo e Desporto. O PT , que irá presidir quatro comissões (Educação, Direitos Humanos, Finanças e Tributação e de Legislação Participativa) ainda não indicou os presidentes. O PR, que presidirá a Comissão de Viação e Transporte, também ainda não definiu o nome do deputado que irá comandar a comissão.

Iolando LourençoRepórter da Agência Brasil

Partidos fazem as contas para as eleições 2010

quatro meses das eleições, os partidos começam a mergulhar num emaranhado de cálculos antes mesmo de ter os candidatos ou os comitês prontos. Nesta fase de fazer as contas para ver quanto será preciso arrecadar, os marqueteiros e os técnicos do PT e do PSDB, os dois maiores partidos com candidatos a presidente da República, estão convictos de que os gastos vão ultrapassar com facilidade a casa dos R$ 50 milhões, incluindo programa de TV, deslocamentos dos candidatos, comitês e material de propaganda. A previsão é menor do que o total consumido em 2006, quando PT e PSDB gastaram juntos R$ 158 milhões, informou o Correio Braziliense.

Na última eleição, o presidente Lula, candidato ao segundo mandato, declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma despesa de R$ 91,4 milhões. Geraldo Alckmin, do PSDB, apresentou uma conta de R$ 79,2 milhões. Esses valores ficaram muito acima do que foi apresentado pelo próprio Lula em 2002 (R$ 21 milhões) e pelo comitê financeiro de seu principal rival naquele pleito, José Serra (R$ 34,7 milhões)

informou o Correio Braziliense


Na véspera de divulgação da pesquisa, Ciro disse em Fortaleza que Serra não será candidato

De passagem pelo Recife no sábado de carnaval, o deputado Ciro Gomes disse o seguinte nas várias entrevistas que concedeu: “Eduardo Campos não concorda comigo mas eu acho que o Serra não é candidato a presidente”.

Nesta sexta-feira, em Fortaleza, ele manteve o seu ponto de vista: “Serra vai correr da parada”. E disse que o candidato que o PSDB tem para ganhar a eleição é Aécio Neves e elencou os motivos:

Ele (Aécio) ganharia em SP com apoio de Serra e teria em Minas Gerais 70% dos votos.

É favorito nos três Estados do SUL (PR, SC e RS) onde o PT não é bem visto, assim como nos Estados do Centro-Oeste devido à antipatia dos grandes produtores rurais ao PT e à sua candidata.

Pode se sair melhor no RJ do que José Serra.

O Nordeste não tem votos suficientes para cobrir a vantagem de 6 milhões de votos que Aécio botaria no Sudeste, Sul e Centro Oeste.

Só faltou dizer que gostaria de ser o vice de Aécio, apesar do compromisso de Eduardo Campos com o presidente Lula e sua candidata.

Blog de Inaldo Sampaio

Leonardo Prudente, o deputado da meia, entrega carta de renúncia

O ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (sem partido, ex-DEM), entregou no final da tarde desta sexta-feira (26) à Mesa Diretora da Casa sua carta de renúncia. O deputado ficou famoso ao ser flagrado em um vídeo colocando nas meias dinheiro de um suposto esquema de distribuição de propina (veja vídeo ao lado). Prudente renunciou antes de ser notificado sobre o processo de quebra de decoro que corria contra ele. Por isso, não perde os direitos políticos. Para valer, a carta precisa ser lida em plenário.

O processo de quebra de decoro contra o “deputado da meia” foi aberto nesta quinta-feira (25). A Comissão de Ética da Câmara Legislativa aceitou, além do pedido contra Prudente, outros dois: um contra Eurides Brito (PMDB), flagrada colocando dinheiro em uma bolsa, e outro contra Junior Brunelli (PSC), protagonista do que ficou conhecida como "oração da propina". Dos dois, somente Eurides disse que não renuncia. Brunelli não se pronunciou a respeito até esta sexta.

Na carta de renúncia, Leonardo Prudente diz que foi "vítima de um modelo autofágico do Sistema Eleitoral Brasileiro no qual prevalece a hipocrisia" e pede que "a situação de hoje" seja "um exemplo aos candidatos que irão concorrer às próximas eleições." Ele afirma que errou "ao receber doação para campanha e não contabilizar."

Leia a carta de renúncia aqui

O deputado da meia diz que sua família está experimentando "dor e sofrimento" e que renuncia para que "as prerrogativas do cargo não interfiram nas investigações e as apurações sejam feitas com isenção."

Prudente cita o ex-chefe da Casa Civil da Presidência, José Dirceu, que teria afirmado em "recente entrevista" que "mensalão não é corrupção e sim financiamento de campanha com caixa 2".

"Mensalão, atividade da qual nunca tomei parte, é corrupção sim e financiar campanha com caixa 2 é ilegal", disse o deputado, na carta de renúncia.

No lugar de Prudente, assume o mandato o suplente Raad Massouh (DEM).

O deputado da meia saiu da presidência da Câmara em janeiro, após voltar por pouco tempo de uma licença. No final de novembro, logo depois de o escândalo do mensalão do DEM de Brasília vir a tona, ele afirmou que havia colocado o dinheiro nas “vestimentas” por uma “questão de segurança.” A saída de Prudente da presidência possibilitou a eleição para o cargo do atual governador interino, deputado Wilson Lima (PMDB).

Carta

Mais cedo nesta sexta, Prudente enviou 10 mil cartas em tom de despedida aos que ele chama de "amigos de Brasília."

Na carta, o "deputado da meia" diz que reconhece que as imagens são "muito fortes" e afirma que a "oração da propina" não tem vinculação com o vídeo em que ele é visto recebendo dinheiro do suposto esquema que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Ele pede "sinceras desculpas pelo constrangimento" que "essa situação provocou." No texto, Prudente diz que espera "que você e sua família que possam estar desvencilhados de prejulgamentos e que avaliem com serendidade" o que ele chama de "julgamento da mídia."

"Já admiti publicamente e reafirmo que errei, e estou pagando um preço muito alto, mas tenho a certeza que as investigações irão revelar a verdade dos fatos e que o processo legal e a Justiça serão novamente restabelecidos", diz ele, que ficou conhecido como "deputado da meia." Não serei mais candidato a nenhum cargo eletivo em 2010, apenas desejo refutar os fatos inerentes à minha pessoa, colocando-os na forma verdadeira como eles ocorreram."

Mensalão do DEM

O escândalo do mensalão do DEM de Brasília começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

Arruda está preso na superintendência da Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de tentar subornar uma testemunha do caso. O vice-governador, Paulo Octávio, que assumiu o cargo interinamente, renunciou na tarde de terça-feira (23). Com a renúncia, o cargo de governador interino do Distrito Federal foi assumido pelo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima

Rafael Targino Do G1, em Brasília

Para tucano, crescimento de Dilma é resultado de pré-candidatura

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) avalia que o crescimento de 5 pontos percentuais da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na pesquisa Datafolha é consequência do lançamento de sua pré-candidatura à Presidência pelo PT, informou a Folha Online.

"O resultado reflete o impacto provocado pela enorme publicidade em toda a mídia nacional por ocasião do lançamento oficial da candidatura da ministra durante o 4º Congresso Nacional do PT, no último final de semana", afirmou o senador em seu blog.

No dia 20 de fevereiro, a ministra foi lançada pré-candidata durante congresso de seu partido. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas maiores de 16 anos.

informou a Folha Online

Lula participa da posse de novo presidente do Uruguai nesta segunda-feira

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa amanhã (1º) da cerimônia de posse do presidente eleito do Uruguai, José “Pepe” Mujica, integrante da Frente Ampla.

Mujica foi eleito em novembro do ano passado, em segundo turno, com apoio do atual presidente do país, Tabaré Vasquez, também da Frente Ampla, de quem foi ministro da Agricultura.

Militante do Movimento de Libertação Nacional Tupamaros nas décadas de 1960 e 1970, Mujica esteve preso durante a ditadura militar no Uruguai.

Em agosto de 2009, durante a campanha a presidente do país vizinho, Mujica foi recebido por Lula, em Brasília. Na ocasião, pediu mais investimentos brasileiros no território uruguaio.

O presidente Lula parte de Brasília para Montevidéu na manhã desta segunda-feira. No início da tarde, ele participa de solenidade de posse de Mujica, na Assembleia Geral Uruguaia. Lula retorna a Brasília logo após a cerimônia.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Vem aí uma eleição de ‘caneladas’ e placar apertado

No curto intervalo de dois meses, a vantagem do tucano José Serra sobre a petista Dilma Rousseff despencou de 14 para quatro pontos percentuais.

É o que informa a mais recente pesquisa do instituto Datafolha. Em fins de dezembro, Serra amealhara 37% das intenções de voto. Dilma, 23%.

Hoje, o presidenciável do PSDB figura na pesquisa com cinco pontos a menos: 32%. Em movimento inverso, Dilma subiu cinco pontos: 28%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais –para cima ou para baixo.

Preto no branco, Dilma encostou em Serra. Mas a sondagem dá ensejo a que petistas e tucanos façam a leitura que lhes pareça mais conveniente.

Tortudando-se as estatísticas em favor do PT, poder-se-ia dizer que Dilma, no teto da margem de erro, teria 30%. Serra, no piso, beliscaria os mesmos 30%.

Espremendo-se os dados em benefício do PSDB: Serra, no pé-direito máximo da pesquisa, teria 34%. Dilma, ao rés da margem de erro, somaria 26%.

Seja como for, o Datafolha reforça uma tendência que outros institutos já vinham captando: Dilma tomou o elevador para o alto. Serra, para baixo.

Ponto para Lula. Caminhando na fronteira da lei, o presidente exibe sua candidata há mais de um ano em solenidades oficiais e pa©mícios.

Beneficiado pela Justiça Eleitoral, que arquiva –uma após outra—, todas as reclamações ajuizadas pela oposição, Lula saboreia o êxito da estratégia que concebera para sua ex-poste.

Problema para Serra. O governador também intensificou o vaivém de inaugurações. Mas sua vitrine, por estadual, não se compara ao mostruário nacional de Dilma.

De resto, Serra frequenta a fase de pré-campanha como adepto do esconde-esconde. Adia para o final de março o anúncio da candidatura.

Quanto a Dilma, afora o fato de Lula vendê-la como opção oficial desde o ano passado, o PT cuidou de aclamá-la, em Congresso, como sua candidata.

Há poucos meses, imaginava-se que Serra entraria no gramado sucessório com cara de goleada.

Mantendo-se o ritmo insinuado pelas últimas pesquisas, se tiver sorte, o candidato tucano entra em campo no zero a zero.

No pior cenário, Serra ouvirá o apito inicial com um placar adverso na tabuleta. Em qualquer hipótese, o sonho do jogo fácil virou farelo.

Avizinha-se uma partida entrecortada por caneladas de parte a parte. Uma sucessão presidencial de placar apertado.

Escrito por Josias de Souza

FHC diz não ter dúvida de que Serra será candidato à Presidência

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou neste sábado (27) que não há dúvidas de que o candidato do PSDB à Presidência nas eleições deste ano será o atual governador de são Paulo, José Serra. Segundo ele, o nome de Serra ainda não se tornou oficial apenas por uma questão de “momento”, informou o portal G1.

“O candidato do partido é o que todo mundo sabe, o José Serra. O problema é que não é o momento ainda, a lei não permite”, disse o ex-presidente. “Na medida em que o governador de Minas Gerais [Aécio Neves], que poderia ser candidato, tem condições, disse que não vai, então é o Serra. O resto é conversa.”

Ao ser questionado da postura do partido em não confirmar o candidato no momento em que o PT já confirmou a ministra Dilma Roussef como pré-candidata, Fernando Henrique indiretamente criticou o partido governista. “Ela não assumiu candidatura nenhuma, e já começou campanha. É fora do tempo e é ilegal.”

O ex-presidente participou da inauguração da ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo, evento que contou com a presença de Serra e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. Indagado se a decisão de lançar Serra passa por Aécio Neves, ele desconversou. “A decisão passa por todos os líderes, e o Aécio tomou uma posição, ele disse que vai se concentrar em Minas Gerais.”

Blog do Magno

FHC diz não ter dúvida de que Serra será candidato à Presidência

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou neste sábado (27) que não há dúvidas de que o candidato do PSDB à Presidência nas eleições deste ano será o atual governador de são Paulo, José Serra. Segundo ele, o nome de Serra ainda não se tornou oficial apenas por uma questão de “momento”, informou o portal G1.

“O candidato do partido é o que todo mundo sabe, o José Serra. O problema é que não é o momento ainda, a lei não permite”, disse o ex-presidente. “Na medida em que o governador de Minas Gerais [Aécio Neves], que poderia ser candidato, tem condições, disse que não vai, então é o Serra. O resto é conversa.”

Ao ser questionado da postura do partido em não confirmar o candidato no momento em que o PT já confirmou a ministra Dilma Roussef como pré-candidata, Fernando Henrique indiretamente criticou o partido governista. “Ela não assumiu candidatura nenhuma, e já começou campanha. É fora do tempo e é ilegal.”

O ex-presidente participou da inauguração da ciclovia da Marginal Pinheiros, em São Paulo, evento que contou com a presença de Serra e o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab. Indagado se a decisão de lançar Serra passa por Aécio Neves, ele desconversou. “A decisão passa por todos os líderes, e o Aécio tomou uma posição, ele disse que vai se concentrar em Minas Gerais.”

Blog do Magno

PTB fechará com PSDB no apoio a Serra ou Aécio, diz Jefferson

O PTB deve fechar aliança nacional com o PSDB para apoiar a candidatura do governador de São Paulo, José Serra. O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, já conversou com o candidato tucano sobre a parceria no primeiro turno, ampliando a coligação dos partidos de oposição, hoje composta apenas pelo DEM e pelo PPS, além do PSDB. 'Meu coração tende pelo PSDB e o sentimento da base partidária é ficar com os tucanos, seja Serra ou Aécio o candidato', revelou Jefferson.

O acordo não está sacramentado, mas Jefferson antecipou ao Estado que esse é seu desejo e a tendência natural da base petebista.Com a adesão, o PT da pré-candidata Dilma Rousseff perderá 42 segundos no programa eleitoral gratuito no rádio e na TV.

A revelação de Jefferson deixa claro que, embora faltem seis meses do início da propaganda eleitoral, vão de vento em popa as articulações do PT e do PSDB para ampliar o tempo de seus candidatos na campanha eletrônica. Os petistas saíram na frente e já contabilizam como garantidos 8 minutos e 21 segundos em cada um dos dois blocos diários de 25 minutos, somando o tempo de PT, PMDB, PC do B e PDT.

(Informações de O Estado de S.Paulo)

Campeões

São apontados nas listas partidárias como candidatos à Câmara Federal com potencial superior a 150 mil votos Ana Arraes (PSB), João Paulo ou Humberto Costa (PT), Mendonça Filho (DEM), Inocêncio Oliveira (PR) e Eduardo da Fonte (PP). Ninguém arrisca calcular a votação de Raul Jungmann (PPS) porque ele terá apenas votos metropolitanos.

Blog de Inaldo Sampaio

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ciro agora admite ser o ‘vice’ numa chapa com Aécio

Em entrevista a uma emissora de rádio cearense, o multicandidato Ciro Gomes (PSB) injetou no debate sucessório a teoria da “barata-voa”.

Consiste no seguinte: José Serra trocaria as incertezas da arenga presidencial pela segurança de uma recandidatura ao governo de São Paulo.

“Nesse caso, o PSDB vai chamar o Aécio [Neves] para ser candidato”, teoriza Ciro. “E, em algum momento, o Aécio vai me chamar para ser vice dele”.

Ao cabo dos três movimentos, estaria consumada a atmosfera de “barata-voa”, abrindo-se no cenário eleitoral, no dizer de Ciro, “20 possibilidades”.

Para começar, diz o pluricandidato, “O PT, que hoje me pressiona para o governo de São Paulo, iria querer que eu concorresse à presidência”.

Por quê? Ciro responde: “Porque o Aécio vira favorito, com o apoio do Serra”.

Mas, afinal, aceitaria ser vice de Aécio? De início, o candidato a qualquer coisa disse que reafirmaria sua pretensão presidencial.

Minutos depois, na mesma entrevista, Ciro declarou: “Se acontecer a tese barata-voa, me chamem aqui de novo para conversar”.

O entrevistador insistiu. Se as baratas baterem asas, aceitaria dividir a chapa com Aécio? E Ciro, de bate-pronto: “Por que não?”

Perguntou-se também a Ciro se há corrupção no governo Lula. Ele respondeu afirmativamente, repisando as críticas à frouxidão moral das parcerias do PT:

“Essas alianças são um roçado de escândalos e eu já disse isso ao presidente Lula”.

Ciro voltou a criticar a tática de Lula de converter a eleição de 2010 em plebiscito. Para ele, o “debate plebiscitário e despolitizado” é um “crime”.

De resto, reafirmou que se considera melhor do que Dilma Rousseff: “Ela é boa, mas eu sou melhor do que ela, até porque eu já participei de umas 20 eleições e ela, de nenhuma”.

Como se vê, ficou ainda mais difícil saber a que cargo Ciro deseja concorrer: Presidente? Governador de São Paulo? Vice de Aécio? Nenhuma das alternativas anteriores?

De concreto, por ora, apenas a impressão de que o deputado vai se convertendo, devagarinho, numa espécie de barata-voa de si mesmo.

Escrito por Josias de Souza

Deputado que pediu voto com dinheiro público devolve verba

O deputado federal Waldemir Moka (PMDB-MS) devolveu ontem aos cofres públicos R$ 8.590, referentes a parte do custo de impressão e distribuição de folheto de propaganda eleitoral pago pela Câmara. O valor total dos pagamentos indevidos ainda é calculado pela Direção-Geral da Câmara, e a diferença será cobrada de Moka, informou a Folha Online.

A devolução do dinheiro não livra o deputado de processo por crime eleitoral. Segundo o corregedor-geral da Câmara, ACM Neto (DEM-BA), o episódio revelou também falha no controle de despesas dos deputados. 'A Câmara vacilou', disse.

As regras para pagamento das despesas foram alteradas em maio, após escândalo com verbas indenizatórias.

Indicado para presidir a Comissão Mista de Orçamento, Moka lançou na cota destinada a cobrir despesas da atuação parlamentar custos da impressão e distribuição do boletim 'Moka Senador'. O boletim pede votos aos filiados do partido na prévias para a escolha do candidato ao Senado, conforme noticiou ontem a Folha.

O gabinete de Waldemir Moka alega que os pagamentos foram autorizados mediante a apresentação de cópia dos informes. A Direção-Geral da Câmara informa, no entanto, que só recebeu as notas fiscais e cópia do contrato de impressão, no valor de R$ 19.230. Uma das notas foi recusada porque excedia o limite de gastos.

informou a Folha Online.

Arruda ameaça deputados

Mesmo preso, o governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) passou a mandar recados em tom de ameaça aos deputados distritais para tentar se livrar do processo de impeachment. Segundo aliados dele ouvidos nesta sexta-feira pelo GLOBO, Arruda teria uma forte munição contra os deputados distritais.

Se ele sentir que foi abandonado, advertiu um deles, pode revelar detalhes comprometedores envolvendo os parlamentares, inclusive dos que ainda não foram citados na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

O secretário de Transportes e deputado federal licenciado, Alberto Fraga (DEM-DF), sugeriu nesta sexta que Arruda pode reagir, se houver traição de deputados da base governista.

- O resultado desse processo de impeachment é imprevisível. Os deputados têm que saber o que vão fazer! E se tiver denúncias do próprio governador contra eles? Tem gente que não tem condições de julgá-lo - insinua Fraga, para em seguida completar: - Se o PT pode usar o rolo compressor no Congresso para desconvocar a ministra Dilma Rousseff da CCJ do Senado, por que o governador não pode usar a base aliada em sua defesa?

Além dos advogados e da mulher, Flávia, Arruda tem recebido poucas visitas na sala onde está preso na Polícia Federal. Algumas dessas raras visitas são de Fraga, que esteve com ele três vezes, sendo a última na quarta-feira. Ele disse que o governador afastado tem grande resistência a renunciar ao mandato.

"Já estou aqui, desse jeito. Não tenho mais nada a perder", disse o governador afastado, segundo relato de Fraga.

Leia mais

Deu em O Globo
De Gerson Camarotti:

PR faz convenção como medida preventiva contra debandada

O PR fará uma convenção no início de abril para passar o trator sobre aqueles que ameaçam não apoiar a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto. A presidência do partido ficará sob o comando do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que, além de ser um dos ministros de fora do PT mais próximos a Dilma, tem hoje o lastro do Planalto para concorrer ao governo do Amazonas, informou o Correio Braziliense.

A decisão da troca de comando foi tomada depois que o grupo empenhado na candidatura de Anthony Garotinho no Rio acenou com a possibilidade de abrir mais um espaço para o tucano José Serra no estado. A ameaça, feita durante o carnaval, foi a resposta do PR ao fato de o governador-candidato, Sérgio Cabral, ter pedido à ministra que lhe desse a preferência de parceria eleitoral.

A insinuação foi a gota d’água para o Planalto e para Nascimento, que, aos poucos, foram percebendo sinais localizados do PR contrários à aliança com Dilma. No Ceará, por exemplo, o deputado Roberto Pessoa deseja ser candidato a governador, mas lá o palanque de Dilma é o do governador Cid Gomes, candidato à reeleição. No Rio Grande do Norte, o deputado João Maia (PR) planeja uma candidatura ao governo estadual, mas o PT nacional trabalha a aliança com o PSB da atual governadora Vilma de Faria. O candidato à sucessão de Vilma é o vice-governador Iberê Ferreira, que assume o cargo em abril. Maia é ainda próximo à senadora Rosalba Ciarlini, candidata do Democratas. Não está descartada a montagem de um palanque com o PR na sua chapa, caso Maia não consiga ser candidato a governador.

informou o Correio Braziliense.

Comissão aprova parecer que pede impeachment de Arruda

A Comissão Especial da Câmara Legislativa do Distrito Federal, formada por cinco deputados, aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (26), o parecer favorável do deputado Chico Leite (PT) que pede, em quatro processos, o impeachment do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), acusado de comandar um esquema de distribuição de propina revelado durante a Operação Caixa de Pandora, em 27 novembro do ano passado.

Agora, o parecer será enviado ao plenário da Casa na terça-feira (2), que aceita ou não o pedido. Se aprovado, o governador afastado terá 20 dias para se defender. A defesa volta para a comissão especial, que julga o mérito. No caso de ela aceitar o pedido, o impeachment volta ao plenário e deve ser aprovado por, no mínimo, 2/3 dos votos. Se acatado, Arruda é afastado por 120 dias. Depois disso, uma comissão formada por cinco deputados distritais e cinco desembargadores faz o julgamento final. A procuradoria da Câmara deve soltar um parecer sobre quando Arruda pode ou não mais renunciar.

José Roberto Arruda está preso na superintendência da Polícia Federal desde o dia 11 de fevereiro por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acusado de tentar subornar uma testemunha do caso. O vice-governador, Paulo Octávio, que assumiu o cargo interinamente, renunciou na tarde de terça-feira (23). Com a renúncia, o cargo de governador interino do Distrito Federal foi assumido pelo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima.

A comissão também decidiu arquivar os pedidos contra o ex-vice-governador Paulo Octávio (sem partido, ex-DEM), já que ele renunciou ao cargo.

Rafael Targino Do G1, em Brasília

Câmara Legislativa é contra intervenção no Distrito Federal

Brasília – Assim como o governo do Distrito Federal (GDF), a Câmara Legislativa vai apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) argumentos contrários à intervenção no DF. Um deles é o de que a Casa não tem sido omissa ou parcial diante da crise que abala a capital federal desde novembro de 2009. O escândalo surgiu com a revelação do suposto esquema de corrupção envolvendo o governador José Roberto Arruda (sem partido), o vice Paulo Octávio (sem partido), deputados distritais e empresários.

A defesa da Câmara Legislativa contra o pedido de intervenção feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) deve ser protocolada no STF na segunda-feira (1º). O processo está nas mãos do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, que pode distribui-lo a um dos 11 ministros ou dar o voto que será submetido ao plenário da Corte. O atual presidente da Casa, deputado Cabo Patrício (PT), articula um encontro com Mendes para a entrega da defesa dos distritais.

A Procuradoria da Câmara está reunindo material sobre as medidas adotadas pela Casa desde o início da crise, como a aprovação, na Comissão Especial, do parecer do deputado distrital Chico Leite (PT) a favor do pedido de impeachment do governador afastado, ocorrida na última sexta-feira (26). “É a prova que a Câmara está dando conta das suas responsabilidades constitucionais”, disse o procurador-geral da Casa, Fernando Nazaré.

Outro argumento é o de que a linha sucessória prevista na Constituição Federal não foi desrespeitada. Com o afastamento de Arruda – preso na Polícia Federal por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - e a renúncia de Paulo Octávio, o comando do governo passou para o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), como prevê a Constituição. O próximo na linha seria o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), Nívio Gonçalves. Se Arruda renunciar, o governador em exercício deve convocar eleições indiretas no prazo de 30 dias.

Já a Lei Orgânica do Distrito Federal prevê uma linha sucessória diferente. No caso de vacância (do governador e vice), o cargo deve ser ocupado pelo presidente da Câmara Legislativa, seguido do vice-presidente da Casa e, por último, pelo presidente do TJ-DF.

Em defesa do GDF, a Procuradoria do Distrito Federal argumenta que a crise não é administrativa, mas política, o que não justifica o pedido de intervenção. Segundo o procurador Marcelo Galvão, embora grave, o escândalo, que levou Arruda e Paulo Octávio a saírem do DEM para não serem expulsos do partido, não comprometeu o funcionamento das instituições. “Em que pese a crise, que é realmente grave, as instituições no Distrito Federal estão devidamente garantidas e em pleno funcionamento. Não há convulsão política e há um quadro de estabilidade social”, argumenta.

O pedido de intervenção federal é baseado, segundo seu autor, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na falência das instituições no DF. Ele tem reiterado que os Poderes Executivo e Legislativo não têm condições de exercer suas funções. "Apesar de ser um remédio trágico, uma ferramenta absolutamente radical, o caso do Distrito Federal é tao grave, que, neste caso, está sim justificada a intervenção federal", disse Gurgel, na última semana.

Dos 24 deputados distritais, oito foram citados durante a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, como envolvidos no suposto esquema de cobrança e pagamento de propinas que seria comandado por Arruda e teria a participação do ex-vice governador, de parlamentares e de empresários.

Dos oito citados, três – Leonardo Prudente (sem partido), Eurides Brito (PMDB) e Júnior Brunelli (PSC) – foram filmados recebendo dinheiro do ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa, autor das denúncias que provocaram uma crise sem precedentes na história política do país. Ontem (26), Prudente, que aparece em vídeos colocando dinheiro nas meias, renunciou ao mandato. Antes, ele já havia renunciado à presidência da Câmara Legislativa e se desfiliado do DEM .

Carolina Pimentel e Lísia Gusmão
Repórteres da Agência Brasil

Prévias

Pesquisa encomendada ao Ibope para consumo interno do PSDB aponta José Serra à frente de Dilma em todos os estados nordestinos, à exceção de três: CE (em que Ciro é o 1º), MA e BA. Já o Vox Populi aponta Dilma em 1º lugar em PE com cerca de 10 pontos de vantagem sobre o tucano.

Blog de Inaldo Sampaio

Prévias de mentirinha

As prévias propostas pelo ex-prefeito João Paulo para escolha do candidato ao Senado do PT são, literalmente, para inglês ver. Jamais irão acontecer. João Paulo, na verdade, tem apelo popular e os votos da massa, mas quem tem voto no PT no Estado para emplacar a vaga é, sem dúvida, Humberto Costa.

O PT adora falar em prévias, para passar a impressão de que é um partido democrático. Mas, na prática qual foi a prévia que já saiu do papel? Se não me falha a memória, talvez só uma, lá pelo seu berço, no Rio Grande do Sul. Quando disputou a quarta eleição para presidente e ninguém mais acreditava em seu sucesso nas urnas, Lula enfrentou a ameaça de uma disputa com Eduardo Suplicy.

Este tentou cantar de galo, mas ciscou, ciscou e acabou comendo na mão de Lula. João Paulo propôs as prévias porque está sentido que a oportunidade de disputar uma eleição majoritária no Estado ameaça escapar ao seu controle. Só por isso.

A partir da absolvição de Humberto no escândalo dos vampiros, conforme se confirmou, o secretário de Cidades se fortalece no conjunto das forças que apóiam a reeleição de Eduardo para ocupar a vaga do PT na chapa para o Senado. Até então, Humberto andava discreto e cauteloso.

De peito lavado, entretanto, virou um leão e seu rugido tende a ir muito longe, tão longe que pode perturbar o sono e as meditações de João Paulo

Coluna de hoje na Folha

PSDB crê na reeleição de Arthur Virgílio mas está preocupado com a de Tasso Jereissati

De posse de pesquisas encomendadas para consumo interno, o comando nacional do PSDB está convencido de que o senador Arthur Virgílio está com sua reeleição assegurada no Estado do Amazonas, provando que o eleitor sabe discernir, ou seja, identificar o político que quer ver no governo e o que quer que vá para o parlamento.

Arthur disputou o governo estadual em 2006 e teve uma votação ridícula: menos de 5% dos votos. Mas ninguém pode negar que é um senador brilhante, inteligente e articulado.

É tão inteligente e pensa tão rápido que chega a tropeçar nas próprias palavras e, segundo o senador Sérgio Guerra, é o segundo nas pesquisas para o Senado e deverá se reeleger sem dificuldades.

O que preocupa o senador pernambucano é a reeleição de Tasso Jereissati porque o PSDB, até o presente, está sem palanque no Ceará. Tasso não quer ser candidato a governador, para não se confrontar com Cid Gomes (PSB) e não tem espaço na chapa do governador para disputar à reeleição porque é vetado pelo PT (prefeita de Fortaleza Luizianne Lins) e pelo PMDB (deputado federal Eunício Oliveira).

Blog de Inaldo Sampaio

''Serra é a Dilma de Fernando Henrique'', diz Ciro Gomes

O deputado federal Ciro Gomes (PSB) disse, em entrevista a uma rádio do Ceará, que o governador José Serra (PSDB-SP) é a “Dilma de Fernando Henrique Cardoso” e, segundo ele, o ex-presidente fez o pior governo do país. “Serra vai dizer que esse não é o seu modelo. Mas o Serra foi a Dilma do Fernando Henrique. Ele foi ministro de FHC oito anos e foi o seu candidato a presidente.” O deputado Ciro Gomes (PSB) acha que o governador José Serra desistirá da disputa presidencial.

Ciro disse ainda que considera “honroso” ter sido convidado para disputar o governo de São Paulo, mas que mantém a sua candidatura à Presidência.

O deputado não descartou, porém, a possibilidade de disputar a vaga ocupada por Serra. “Não posso descartar porque quem me fez o apelo para admitir essa possibilidade foi o presidente Lula e o meu partido.” Para Ciro, ele que tem mais “valor” que Dilma, mas subiria em seu palanque, porque ela merece seu voto “em 10 mil circunstâncias”. “Apenas tenho mais valor do que ela hoje”, afirmou.

(Informações da Folha Press)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Dutra e Eduardo adiam decisão sobre destino de Ciro

Depois de muita expectativa dos repórteres no Palácio do Campo das Princesas, acabou, há pouco, a reunião do governador Eduardo Campos com o presidente nacional petista, José Eduardo Dutra. O imbróglio envolvendo a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB) à Presidência da República, será discutido após o parlamentar socialista conversar com o presidente Lula, ainda sem data prevista para isso, segundo o blog da Folha.

Após o encontro ficou acertada uma nova rodada de negociação até o próximo dia 10 de março, com local ainda não fechado. Entre os pontos abordados na reunião desta tarde, segundo o governador, a questão das alianças em alguns Estados. Pelo menos fcou acertado que onde o PSB governa o PT irá apoiar o candidato majoritário e onde o PT governa os socialistas garantirão apoio.

blog da Folha

O telefone do senador Sérgio Guerra não para nem na hora do almoço

Como faz habitualmente, o senador Sérgio Guerra passa os fins de semana em Pernambuco cuidado do seu “roçado” já que político que não tem força no sua base dificilmente consegue ser forte no plano nacional.

O senador almoçou nesta sexta-feira com os deputados Eduardo da Fonte (PP) e Eduardo Porto (PSDB), o ex-prefeito do Brejo, Roberto Asfora (PSDB) e o vice de Paulista Duffles Pires (PSDB).

Durante o período em que ficou no restaurante, os dois telefones celulares não lhe deram trégua. Na hora que encerrava uma ligação atendia outra. Eram políticos do PSDB pedindo sua interferência para administrar questões locais e jornalistas de diversas partes do Brasil atrás de notícias sobre a candidatura de José Serra à presidência da República.

Blog de Inaldo Sampaio

Ex-secretário de Comunicação do Distrito Federal entra com pedido de habeas corpus no STF

Brasília – Os advogados do ex-secretário de Comunicação do governo do Distrito Federal (GDF), Wellington Moraes, entraram hoje (26) com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Ele teve a prisão preventiva decretada em 11 de fevereiro pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por envolvimento na tentativa de subornar uma testemunha do esquema de corrupção que atinge o GDF, a Câmara Legislativa e empresários da capital. Moraes está no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

No recurso protocolado no STF, a defesa nega que Wellington Moraes tenha feito, em nome do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido), uma proposta ao jornalista Edson dos Santos, conhecido como Sombra, para desqualificar as denúncias do suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina.

O jornalista teria sido assediado por assessores de Arruda para assinar uma declaração alterando seu depoimento. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o ex-secretário de Comunicação do GDF faria parte do esquema montado para cooptar a testemunha.

“Não há qualquer prova, ainda que indiciária, de participação do paciente na confecção e/ou entrega de tal declaração a Edson Sombra. Esta imputação, assim, surge flagrantemente carente de justa causa a lhe dar qualquer sustentação”, dizem os advogados de Wellington Moraes, no pedido de habeas corpus que será analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello.

Lísia GusmãoRepórter da Agência Brasil

Aécio como vice de Serra não é uma hipótese 'impossível, mas sim improvável'

Bom conhecedor da “alma” mineira, o senador Sérgio Guerra disse ao blog nesta sexta-feira que nunca trabalhou com a hipótese de Aécio Neves ser o candidato a vice na chapa de José Serra porque o governador de Minas sempre lhe disse que descartava por completo esta possibilidade.

A seu ver, Aécio vai mesmo cuidar de Minas, sendo candidato a senador e trabalhando pela eleição do seu vice, Antonio Anastásia, à sua sucessão.

Disse que para o projeto local do PSDB o “melhor candidato a governador” é o ministro Hélio Costa (PMDB), que é um nome “velho” em Minas Gerais, bom de partida mas ruim de chegada.

E, “o pior”, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), que tem um potencial de crescimento muito grande. Afirmou ainda que Itamar Franco (PPS) é um “nome forte” para ficar com a segunda vaga do Senado e que só há um personagem em Minas capaz de “desarrumar” o palanque em Minas tanto do governo como da oposição: o vice-presidente José Alencar, que ganha a eleição lá, hoje, segundo as pesquisas, para governador ou senador.

Blog de Inaldo Sampaio

Deputado Leonardo Prudente renuncia ao mandato

Brasília - O deputado distrital Leonardo Prudente (sem partido), ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, apresentou há pouco sua carta de renúncia ao cargo. O documento foi protocolado por um funcionário do gabinete de Prudente e agora precisa se lida em plenário durante uma sessão.

Prudente é acusado de receber propina do suposto esquema de corrupção que seria comandado pelo governador afastado do DF, José Roberto Arruda (sem partido), preso na Polícia Federal por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O parlamentar foi filmado colocando maços de dinheiro nas meias e nos bolsos do casaco.

Com o escândalo, Prudente pediu desfiliação do DEM para não ser expulso da sigla e também se afastou da presidência da Câmara Legislativa. Agora, ele renunciou ao mandato para não ser cassado e perder os seus direitos políticos. Isso porque a Comissão Especial da Casa havia aprovado a abertura de processo contra ele por quebra de decoro parlamentar.

Na carta de renúncia, Prudente diz que está renunciando para que “as prerrogativas do cargo não interfiram nas investigações [da Polícia Federal] e as apurações sejam feitas com isenção”. O governador afastado foi preso justamente sob a acusação de tentar subornar uma testemunha do esquema de corrupção.

Prudente também reafirmou que o dinheiro que aparece colocando nas meias e nos boldos, dentro do gabinete do ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF Durval Barbosa, autor das denúncias contra Arruda, parlamentares e empresários, não era de propina. Segundo ele, trata-se de recursos não contabilizados de campanha.

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Lula diz que só deve satisfação sobre viagem ao Irã ao povo brasileiro

presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (26) que deve satisfação somente ao povo brasileiro sobre a visita que fará ao Irã em maio.

Lula e o presidente de El Salvador, Mauricio Funes, nesta sexta

"Estou indo ao Irã como vou a qualquer outro país do mundo, e os Estados Unidos nunca pediram para mim para visitar algum país no mundo. Eles não têm que prestar contas para mim. A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem eles querem e eu visito quem eu quero, dentro do direito soberano de cada país", disse.

"Eu vou visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém a não ser ao povo brasileiro, que vai querer saber, não apenas o que eu vou fazer, mas o resultado de isso tudo", acrescentou.

As declarações foram dadas durante uma entrevista coletiva ao lado do presidente de El Salvador, Maurício Funes. Lula chegou na noite de quinta (25) a El Salvador, última escala de uma viagem que incluiu México, Cuba e Haiti.

Palestina e Israel

O presidente destacou ainda que não está indo somente ao Irã, mas à Palestina, Israel e a muitos outros países. Ele lembrou que tem feito viagens ao longo de seus dois mandatos a vários países do mundo.

O presidente afirmou que o Brasil é o único país do mundo que tem em sua Constituição a proibição para produção de armas nucleares. "O Brasil está fazendo enriquecimento de urânio para produção de energia e fármacos", disse.

"O Irã estaria rompendo com o tratado da ONU (se tivesse fazendo enriquecimento que levasse à fabricação da bomba atômica) e eu não poderia concordar". "Cada país exercita a democracia à sua maneira. Os Estados Unidos, da maneira deles. E nem todo mundo concorda como faz o governo deles", acrescentou.

Da Agência Estado


Ciro acredita em desistência de Serra

O deputado Ciro Gomes (PSB) acha que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), desistirá da disputa presidencial. Ciro estabeleceu o dia 2 de abril como a data a partir da qual a disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começará a ser definida. "O Serra vai ter que mostrar a carta. Vai renunciar o governo de São Paulo ou não. Eu acho que ele vai correr da briga. Acho que ele vai disputar o governo de São Paulo", previu Ciro durante entrevista de uma hora hoje na rádio cearense AM do Povo/CBN.

Ainda segundo Ciro, com Serra fora do páreo, o PSDB vai procurar o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Desenhando várias implicações num cenário com o mineiro candidato ao Planalto, Ciro afirmou: "Aí barata voa. Geral". Para ele, Aécio convidaria o PMDB para ocupar o governo de Minas, com o atual ministro (das Comunicações) Hélio Costa. "O PMDB, que não é essa firmeza toda, pode deixar a Dilma conversando só", analisa o socialista

Blog do Magno

Juiz manda empossar suplentes sob pena de multa diária de um salário mínimo

Mais um capítulo da briga do prefeito de São José do Egito, Evandro Valadares (PSC), com o presidente da Câmara Municipal Delmiro Barros (PTC).

1- O prefeito, em minoria na Casa, convocou os vereadores Jota Ferreira (PR), que era da oposição, e Rogaciano Leite (PSB) para fazerem parte de sua equipe, abrindo vaga na Câmara Municipal para os suplentes Beto de Marreco (PR) e Beto Leite (PTC).

2- Os dois vereadores que foram convocados para o secretariado – o primeiro para a subprefeitura do distrito de Riacho do Meio e o segundo para a Secretaria de Turismo – fizeram opção pelo subsídio da Câmara, que é maior que o de secretário.

3- Eles entraram com pedido de licença mas o presidente da Casa, Delmiro Barros, não deliberou sobre a matéria. Delmiro seria contra pagar o salário dos dois vereadores licenciados com dinheiro da Câmara porque em vez de nove contracheques teria que bancar o custo de 11.

4- Inconformados, os dois vereadores entraram com mandado de segurança e o juiz da comarca, José Francisco de Almeida Filho, deferiu o pedido na tarde desta sexta-feira.

5- Em seu despacho, o juiz determina a Delmiro Barros que conceda a licença aos dois vereadores com opção de receberem salário pela Câmara e que convoque imediatamente os respectivos suplentes, sob pena diária no valor de 1 salário mínimo.


Blog de Inaldo Sampaio

Marina: eleita, governo com o ‘melhor’ de PT e PSDB

Não há coisa mais fascinante do que o sonho. Nele, enquanto o superego adormece, você pode até transar com a mãe do melhor amigo sem provocar estrépito.

Tome-se o caso de Marina Silva. O inacreditável tem comparecido aos sonhos dela disfarçado de crível.

A presidenciável do PV diz e reafirma: eleita, vai promover “um realinhamento histórico” na política.

Governará o Brasil "com os melhores do PSDB e os melhores do PT". Acha que a propalada “governabilidade” depende da pacificação de petistas e tucanos.

Ouça-se um pedaço do sonho de Marina: "Enquanto o PT e o PSDB não conversarem, vai ficar muito difícil uma governabilidade...”

“...Devíamos ser capazes de estabelecer uma governabilidade básica, onde o PT e o PSDB digam: 'Naquilo que é essencial para o Brasil, nós não vamos colocar em risco a governabilidade'. O Brasil é maior que essas picuinhas".

De fato, com todos os defeitos, o tucanato e o petismo parecem reunir o que há de menos pior na política brasileira.

O diabo é que insistem em se unir ao que há de mais execrável. Vendem o moderno agarrados ao arcaico.

A pregação onírica de Marina é a coisa mais sensata que já foi dita nesta fase de pré-campanha. Por isso mesmo, o mais improvável.

Ah, sim, Marina também falou de meio-ambiente. Tenta converter uma nota em concerto:

"O meu esforço é de mostrar para as pessoas que, longe de ser samba de uma nota só, é construir uma sinfonia, que todos possam fazer parte dessa orquestra...”

Uma orquestra “...que vai mudar a forma de produzir, consumir, se relacionar com a natureza. Só quem não entende da agenda, acha que é samba de uma nota só".

Escrito por Josias de Souza

Lei das Inelegibilidades poderá ser votada pelo Senado

Está incluído na pauta da sessão plenária da próxima terça-feira (2), o projeto que altera a Lei das Inelegibilidades, tornando as regras mais rígidas e ampliando o leque de situações que podem impedir o candidato de concorrer às eleições. Para votar a matéria, entretanto, os senadores, precisam apreciar três medidas provisórias que têm prioridade na pauta, informou a Agência Senado.

O projeto, aprovado como substitutivo pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), determina que não poderão ser candidatos a cargos públicos os políticos condenados criminalmente em primeira ou única instância por exploração sexual de crianças e adolescentes, lavagem de dinheiro, prática de crimes hediondos ou crimes com pena máxima a partir de dez anos, bem como crimes contra a ordem econômica e tributária. Pelo texto, a inelegibilidade deve vigorar desde a condenação até quatro anos após o cumprimento da pena.

Ficam também inelegíveis, para as eleições que se realizarem no prazo de oito anos, os integrantes do Congresso Nacional, das assembleias legislativas e câmaras municipais que tenham perdido seus mandatos por infringir regras estabelecidas pela Constituição federal, pelas constituições estaduais e pelas leis orgânicas dos municípios e do Distrito Federal. O prazo de oito anos é contado a partir da data da perda do mandato.

Blog do Magno

Humberto Costa reafirma o desejo de processar por calúnia os seus detratores

Acusado de “vampiro”, “bandido” e outras coisa mais, por adversários políticos, na campanha eleitoral de 2006, quando concorria ao governo estadual, o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, reafirmou na manhã desta sexta-feira o propósito de levar adiante os processos que move por calúnia, injúria e difamação contra todos os seus detratores.

Ele garantiu que não fará isto por vingança e sim para que sirva de exemplo a alguns políticos de Pernambuco que costumam valer-se da calúnia para ganhar eleição.

Reafirmou sua confiança em que será inocentado pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região da acusação de ter participado do “Escândalo dos Vampiros” porque o parecer do Ministério Público Federal pede a sua absolvição por falta de provas.

Blog de Inaldo Sampaio

Oposição volta a pedir ao TSE que multe Lula e Dilma

Em recursos protocolados no TSE, a oposição tenta reverter decisões que isentaram Lula e Dilma Rousseff da acusação de fazer campanha eleitoral ilegal.

Uma das petições começou a ser julgada na noite passada. Refere-se a uma viagem do presidente e da candidata a Minas, em 19 de janeiro.

Relator do caso, o ministro Joelson Dias ratificou sua decisão anterior: não viu nas falas de Lula nem menção à candidata nem pedido de voto.

Votaram com Joelson, negando o pedido da oposição, outros dois ministros: Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia.

Na sequência, o ministro Felix Fischer pediu vista do processo. E o julgamento teve de ser suspenso.

Há no TSE sete ministros. Como três já rejeitaram o recurso, os outros quatro teriam de votar em sentido contrário para que a oposição prevalecesse.

Sem revelar o voto, o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto levou ao microfone uma declaração que reforça o drama da Justiça Eleitoral:

"Nesta fase da vida institucional brasileira, de fato, há uma zona cinzenta [...] entre o que seja continuidade de uma tarefa administrativa, inauguração de uma obra [...] e o que seja propaganda eleitoral antecipada”.

Reiterou o óbvio: “Tais feitos, programas governamentais, não podem ter conotação eleitoreira, não podem ter um viés eleitoral”.

Noutro recurso, também pendente de julgamento, PSDB, DEM e PPS tentam reverter decisão do tribunal relacionada a outro episódio.

Deu-se em 22 de janeiro, no Sindicato dos Trabalhadores e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de São Paulo.

Em decisão individual, tomada em fevereiro, o ministro auxiliar Henrique Neves mandara a representação ao arquivo. Daí o pedido de revisão.

Pela lei, a campanha eleitoral só começa em 5 de julho. Nas suas petições, a oposição pede ao TSE que imponha a Lula e Dilma a multa máxima prevista em lei: R$ 25 mil.

Até aqui, o presidente e sua ministra ganharam todas. Aos olhos do TSE, Lula e Dilma realizam solenidades administrativas, não comícios.

Escrito por Josias de Souza

Governo terá problemas para aprovar projetos na Câmara

A derrota do governo na Câmara durante a votação do projeto de criação do Fundo Social serviu de prenúncio de uma série de problemas para a aprovação dos outros projetos do pré-sal e da transformação do plenário da Casa em um campo de batalha no próximo mês, quando será votada a medida provisória de reajuste das aposentadorias.

Em qualquer dos casos, o problema do governo será convencer a própria base a ser fiel e garantir os votos necessários para aprovar as propostas sem alterações.

Depois da inclusão, na noite de ontem, de uma emenda que garante parte dos recursos do fundo social do pré-sal para reajustar aposentadorias de valor maior do que um salário mínimo, o governo terá de enfrentar, na próxima semana, a tentativa dos deputados de mudar o projeto de capitalização da Petrobras - mais um do pacote do marco regulatório do pré-sal - para permitir que os trabalhadores comprem ações da empresa usando o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

"O governo não vai fazer nenhum acordo em torno do FGTS. Se perdeu, perdeu. Já aprendi que é melhor ir para o voto. Quem tem (votos) ganha e quem não tem, perde.

No caso da emenda do Fundo Social, o governo não tinha votos", disse o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Segundo o líder, o governo entende que o dinheiro do FGTS deve ser usado para investimentos e não para especulação de ações na bolsa de valores.

De Denise Madueño, da Agência Estado:

Mensalão tucano tem onze denunciados por desvio de R$ 3,5 mi

A juíza Neide da Silva Martins, titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, recebeu denúncia contra o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e outros nove acusados no inquérito do mensalão mineiro, suposto esquema de desvio de recursos públicos durante a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. Todos responderão pelos crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e lavagem de dinheiro. O ex-governador de Minas e atual senador já é réu no Supremo Tribunal Federal (STF).

A juíza cita a denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, que apontou desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões dos cofres do Estado para a campanha, por meio da “retirada criminosa” de recursos públicos das estatais Companhia de Saneamento (Copasa), Companhia Mineradora (Comig) - atual Codemig - e Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge)

(Informações da Agência Estado)

Roberto Freire divulga manifesto em favor da chapa Serra-Aécio Neves

Já está pronto e assinado pelo poeta Ferreira Gullar o manifesto defendendo a chapa Serra e Aécio para a presidência e vice da República representando a oposição brasileira.

Neste momento de intenso debate na sociedade sobre os rumos do país, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, julga importante convidar o maior número de personalidades e lideranças para assinar e ajudar a divulgar essa proposta que, segundo ele, materializa uma “alternativa democrática e progressista”.

Eis a íntegra do manifesto:

Serra e Aécio: a união para mudar o Brasil

1) O Brasil, definitivamente, deixou de ser um projeto com potencialidades e se transformou em uma nação referencial para todo o mundo. Embora ainda com fortes desequilíbrios e demandas sociais não atendidas, o país já conta com uma economia dinâmica e instituições democráticas estáveis. O povo brasileiro pode ousar mais e avançar em sua persistente aventura democrática.

2) O ano de 2010 surge no cenário como mais um momento crucial para renovar esperanças, formular projetos, estabelecer parcerias políticas corajosas voltadas para construir novos modelos de crescimento econômico e de desenvolvimento. Em seu centro, as eleições presidenciais, que definirão os rumos do país em um mundo que experimenta grandes transformações e enfrenta ainda os impactos de uma crise econômica global.

3) Os caminhos de um país continental como o Brasil devem ser traçados sem qualquer concessão ao maniqueísmo, ao espírito salvacionista, a acordos eleitorais espúrios e imediatistas. Devem se amparar em idéias e projetos reais, factíveis, democráticos, éticos, e se sustentar no espírito público.

4) Nesse sentido, conclamamos os governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, a comporem uma chapa para disputar o próximo pleito presidencial. Em poucos momentos da história é possível unir duas lideranças ilibadas e representativas em um torno de um projeto nacional democrático e progressista, vivemos um deles.

5) Serra e Aécio, nos cargos públicos que ocuparam, e ao longo dos anos, deram demonstração de competência, vocação pública e de compromisso com mudanças. Para dirigir o Brasil não precisam apresentar credenciais, já estão prontos, pois são o resultado do que tem de melhor a experiência política nacional nos últimos 20 anos.

6) Nenhuma opção política pessoal que possa envolver esses dois grandes homens públicos brasileiros é mais estratégica que um projeto presidencial para 2010. Projeto esse que ultrapassa os limites do próprio PSDB e já se coloca como representativo de amplos segmentos políticos e sociais da nação brasileira.

7) Uma chapa Serra-Aécio significaria, antes de tudo, concretizar uma alternativa ao atual governo federal, que acertou ao dar curso a orientações que emanam de administrações próximas anteriores e fracassou ao não executar reformas agendadas e de grande alcance histórico como a política e a tributária. Seria sinalizar a toda a sociedade que um novo projeto ético na vida pública e na política é possível. Também simbolizaria a união de dois grandes estados - São Paulo e Minas Gerais - para a construção de um novo pacto federativo, reclamado pelas regiões e demais estados brasileiros. Ao mesmo tempo, alimentaria um grande esforço político e eleitoral de abrangência nacional, com reflexos positivos imediatos no processo de renovação dos governos estaduais e das representações nos diversos parlamentos republicanos.

8) Uma grande janela está aberta para que as esperanças se reacendam no Brasil.

Blog de Inaldo Sampaio

Se Arruda renunciar ao cargo, STJ aceita soltar governador

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceita libertar José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) em troca da renúncia dele ao governo do Distrito Federal. Na avaliação dos juízes, por ter ficado preso durante duas semanas, o governador não ameaça mais as investigações e não tem como obstruir o inquérito da Operação Caixa de Pandora. O que o STJ não aceita é que Arruda se mantenha apenas como "governador licenciado até o fim das investigações", como querem os advogados.

Preso na Superintendência da Polícia Federal, Arruda negocia renunciar ao mandato e pedir a soltura diretamente ao ministro Fernando Gonçalves, do STJ, relator do inquérito do "mensalão do DEM". O ministro, em caso de renúncia, relaxaria a prisão do governador, descartando o julgamento de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF).

Licenciado apenas, ele mantém poder político para barganhar com os aliados na Câmara Legislativa uma possível volta ao poder. Renunciando e sendo liberado pelo STJ, Arruda apressa a soltura e não precisa mais esperar pelo julgamento do habeas corpus no STF.

A negociação ocorre há mais de uma semana. Na quinta-feira, 25, o advogado de Arruda, Nélio Machado, anunciou que o governador afastado não voltará mais ao governo. Inicialmente, adotou o discurso de que ele assumiria o compromisso de ficar licenciado – se fosse colocado em liberdade pela Justiça.

O discurso, por enquanto, é um ensaio para obter sinalização de que o governador será solto se executar um gesto político de que não pretende reassumir o governo. A tese da licença, no entanto, não é bem recebida por Gonçalves, nem pelo STF.

Suborno

Arruda foi preso porque obstruiu as investigações da Operação Caixa de Pandora. Como governador, mobilizou recursos e pessoal do governo do DF para subornar uma testemunha.

Na avaliação dos magistrados, a licença, que já está em vigor desde a prisão no dia 11, não impediria Arruda de usar o poder do governo para atrapalhar as investigações. "Parece lógico que ele, afastado do governo, não influenciaria nas investigações", insiste o advogado de Arruda. Até o passaporte do governador seria entregue.

Além do movimento jurídico, Arruda sabe que a licença não resolveria o problema político do processo de impeachment na Câmara Legislativa. Seus advogados falam em comunicar aos deputados distritais a intenção de ficar fora do cargo, na tentativa de convencê-los a não levar adiante o impeachment.

Arruda tem três semanas para evitar a abertura do processo. A defesa vê com pessimismo a possibilidade de os deputados livrarem o governador afastado. Restará a chance de renunciar para evitar a cassação e a perda dos direitos políticos.

Outro advogado de Arruda, Eduardo Alckmin, vem trabalhando no caso. Nos últimos dias, ele procurou políticos influentes de Brasília para sondar sobre as saídas políticas. O conselho mais ouvido é o de que o governador deve renunciar – decisão, porém, que Arruda gostaria de tomar somente longe da cadeia ou com a perspectiva de que será colocado em liberdade. Isso porque não quer perder o foro de governador enquanto estiver preso.

no Estadão

Bom de acordo

O deputado Inocêncio Oliveira, embora com fidelidade canina ao governador, tem dito em Brasília, em alto e bom som, para seus companheiros de bancada, que admira o senador Jarbas Vasconcelos por ser um político cumpridor de palavra. “Nunca Jarbas me deu uma palavra para voltar atrás. Ele é corretíssimo”, confessa.

Blog do Magno

Juventude do PSB reúne-se hoje em Caruaru

Visando às eleições de 2010, o PSB bota a tropa na rua nesta sexta-feira (26). Às 10h, na sede do Partido, dirigentes da Juventude realizam reunião em Caruaru para debater ações do governo Eduardo Campos.

Participam do encontro o presidente e o secretário da Juventude, Marcos Eduardo (Dudu) e Igor Belchior, respectivamente, o secretário do Movimento Estudantil Israel Ubaldo e o coordenador de Juventude do Agreste, Severino Neto.

Blog de Inaldo Sampaio

Meirelles: Inflação sob controle pode favorecer Dilma

Premido pela retomada do crescimento da economia e seus reflexos na taxa de inflação, em alta, o Banco Central flerta com uma elavação da taxa de juros.

Perguntou-se a Henrique Meirelles, o presidente do BC, se a providência não vai prejudiciar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff. E ele:

“A nossa experiência mostra que é equivocada a avaliação de que política monetária frouxa e, em consequência, inflação mais elevada trazem algum benefício eleitoral”.

Para Meirelles, é mais provável que se dê o oposto. Acha que, associada ao poder de compra dos salários e dos benefícios sociais, a inflação baixa pode ajudar Dilma:

“A inflação na meta e o poder de compra do trabalhador e dos beneficiários dos programas sociais preservado beneficiam o país e a população...”

“...Portanto, acabam por beneficiar eleitoralmente [a candidatura oficial] ou pelo menos não prejudicar”.

Meirelles falou ao repórter Cristiano Romero. A conversa foi às páginas do jornal Valor (só para assinantes).

A despeito de reconhecer que o comportamento da economia influencia o voto, Meirelles diz que a ação do BC é pautada por critérios técnicos.

Em artigo veiculado no final do ano passado, o professor Affonso Pastore anotara que o PIB brasileiro já cresce acima do seu potencial.

Pastore escrevera que o governo já deveria ter levado o pé ao freio. E insinuara que o eleitoral prevalece sobre o técnico na gestão da economia.

Instado a responder à crítica, Meirelles soou peremptório: “O BC não se deixa influenciar pelo fato de que uma decisão seria politicamente inadequada. Tanto que tomamos decisões politicamente inadequadas no passado várias vezes”.

Meirelles acrescenta: “O BC brasileiro já tem uma reputação de credibilidade, um histórico suficientemente estabelecido para ter a liberdade de tomar a decisão na hora certa, para não precisar provar nada a ninguém”.

O entrevistador recordou a Meirelles que a inflação deste início de 2010 é a mais alta desde 2003. E inquiriu: o Brasil está preparado para crescer 5,8%, como projeta o BC para 2010?

Ouça-se Meirelles: “Não sabemos qual é o produto [PIB] potencial do Brasil neste momento. Isso tem sido discutido entre os economistas [...]...”

“...[...] No processo de recuperação da economia, assim como num determinado ano se operou abaixo do PIB potencial, é possível operar em alguns momentos acima do potencial...”

“...A extensão desse período, e se isso é homogêneo nos diversos segmentos da economia, é outro problema. Não se pode fazer esse cálculo de forma simplista. Há uma série de outros fatores que precisam ser analisados”.

No auge da crise financeira global, o BC afrouxara o compulsório dos bancos, injetando dinheiro no mercado.

Numa reversão dessa política, o BC acaba de elevar o compulsório bancário, retirando de circulação algo como R$ 71 bilhões. Não é muito cedo?

Para Meirelles, não: “O momento é absolutamente adequado porque as condições da economia brasileira demonstram isso com clareza...”

“...Há uma recuperação forte da demanda doméstica, do consumo privado e público, e, agora, do investimento...”

“...Além disso, houve aumento da renda e do crédito. O segredo da saída [dos compulsórios] é este: ele não pode ser prematuro, mas também não pode ser tardio...”

“...[...] Do ponto de vista de colchão de liquidez, a medida também se justificava, porque concluímos que o nível que tínhamos na crise era adequado, então, decidimos restaurar esse colchão”.

A mexida no compulsório, com a consequente diminuição da liquidez, pode ajudar na administração da taxa de juros?

Meirelles reconhece que a providência tem “efeitos de política monetária”. Mas pondera: “A experiência mostra que o mecanismo básico que o BC deve usar para alterar a trajetória futura de inflação é a taxa base de juros [Selic]...”

“...É o mecanismo mais eficiente, uma vez que as séries históricas estão mais bem estabelecidas e, portanto, é algo mensurável...”

“...Trata-se do instrumento básico de ação de bancos centrais no mundo todo e do BC brasileiro. Não procuramos substituir um mecanismo por outro...”

“...Para o controle específico de liquidez em alguns momentos, o recolhimento ou a liberação de compulsório, como fizemos em 2008, é um mecanismo extremamente eficaz...”

...Portanto, a decisão do compulsório teve em vista questões de liquidez. Não há dúvidas, porém, de que ela tem efeitos de política monetária”.

Filiado ao PMDB, Meirelles frequenta o noticiário com cara de candidato. Descartou o governo de Goiás. Vai ao Senado? Sonha com a vice de Dilma? Ele preferiu o silêncio.

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Escrito por Josias de Souza

Rands anuncia apoio ao aliado para senador

Ao chegar na coletiva, duas horas após o previsto por conta do atraso no voo de Petrolina para Recife, Humberto Costa (PT) foi recebido, no auditório do Sindiserp, com gritos de “Ô, ô, ô, Humberto senador!”. Em todas as falas dos correligionários, foi aclamado como candidato do PT na chapa majoritária encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB). “Aqueles que colocaram carro de som (durante a campanha de 2006) deveriam pedir desculpas a Humberto Costa e ao povo pernambucano. Pernambuco deve fazer justiça com Humberto, colocando Humberto na majoritária para fortalecer o Governo de Eduardo Campos”, disse o deputado Maurício Rands, que retirou o nome da disputa para o Senado a fim de apoiar o secretário.

Rands foi ainda mais além. Disse esperar “o reconhecimento” do Campo de Esquerda Unificado (CEU), liderado pelo ex-prefeito João Paulo, “do resgate de uma trajetória política que foi interrompida”. “Esperamos que os companheiros de outras correntes também façam esse reconhecimento. É natural, porque se resgata uma trajetória interrompida”, disse numa referência à eleição de 2006, na qual Humberto foi acusado de chefiar a máfia dos vampiros, o que levou o petista a despencar nas pesquisas para a disputa ao Governo do Estado.

A proposta foi corroborada pelos deputados Pedro Eugênio, Isaltino Nascimento e pelos presidentes do PT estadual, Jorge Perez, e do Consórcio Metropolitano Grande Recife, Dilson Peixoto. Dilson afirmou que a discussão da chapa será feita durante o encontro estadual do PT em abril, onde serão deliberadas diretrizes para as eleições no Estado. Na ausência do consenso, serão convocadas prévias.

“Desde o começo que anunciamos a disposição de a CNB participar do debate (para o Senado). Não havendo consenso, o presidente estadual vai convocar as prévias para definir um nome. Um é Humberto. Ou outro que vier ou se vai construir um nome que vai e vem”, disse Peixoto, referindo-se ao ex-prefeito João Paulo que foi colocado para a disputa, retirado e recolocado.

MARILEIDE ALVES Folha de PE

ALF pode apoiar Jarbas

Não será surpresa se o ex-deputado André Luís Farias, o ALF, vier a reforçar o palanque do candidato da oposição ao Governo estadual em Olinda. Ao demitir a irmã do ex-deputado da TV-PE, o governador fez uma opção clara pelos aliados Luciana Santos e Renildo Calheiros. ALF tem diálogo, hoje, com Jacilda Urquisa, adversária histórica. E podem se unir no apoio a Jarbas.

Blog do Magno

Justiça aceita denúncia contra Marcos Valério e mais 10 por mensalão

A juíza Neide da Silva Martins, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, recebeu nesta quinta-feira denúncia contra 11 dos 14 acusados, entre eles o empresário Marcos Valério, de participarem do mensalão mineiro --suposto esquema de arrecadação ilegal de recursos durante a campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais em 1998.

Eles responderão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. A juíza não aceitou denúncia contra três acusados por entender que não havia "elementos suficientes para sustentar a imputação a eles formulada". Como tem foro privilegiado, Azeredo responde ao processo no STF (Supremo Tribunal Federal). Em dezembro do ano passado, o plenário do tribunal aceitou, por maioria de votos, a denúncia contra o senador.

Em maio de 2009, o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso no STF, desmembrou o processo, determinando que todos os envolvidos respondessem o processo na primeira instância da Justiça Federal, com exceção de Azeredo. Segundo a juíza Neide da Silva Martins, os crimes descritos nessa denúncia são de competência da Justiça Estadual, conforme determina a Constituição.

O advogado Marcelo Leonardo, que defende Marcos Valério, afirma que a Justiça Estadual é incompetente para esse caso porque o empresário já responde na Justiça Federal a duas ações penais com fatos correlatos ao mensalão mineiro. Ele diz que uma súmula do STJ (Superior Tribunal de Justiça) determina que a Justiça Federal é quem deve julgar a ação nesse tipo de situação.

Leonardo ainda argumenta que a Justiça está recebendo apenas agora uma denúncia contra fatos que teriam acontecido em 1998. "Essa ação fatalmente se destina a ser atingida pela prescrição. Ela interessa apenas à classe política e não tem nenhuma utilidade jurídica", afirma.

Da Folha Online

Aceno do Planalto a Aécio

O Planalto avalia que existe alguma chance de Aécio Neves aceitar ser vice de José Serra, mas acredita ter na manga uma carta para demover o mineiro dessa eventual inclinação: retirar de campo os dois petistas que disputam a vaga do partido na sucessão estadual (Fernando Pimentel e Patrus Ananias), deixando Hélio Costa (PMDB) como único candidato da base lulista. Como quase todos os envolvidos consideram que Costa, por uma série de razões, teria mais dificuldade em se eleger, tal movimento facilitaria o caminho de Antonio Anastasia (PSDB), e Aécio não enxergaria mais na vice um instrumento útil, se não necessário, à sua missão prioritária: fazer o sucessor.
De todo jeito - Na verdade, seja qual for a escolha de Aécio, Hélio Costa vai se consolidando como o mais provável palanque de Dilma em Minas. Não bastasse o desejo de Lula, o litígio entre Pimentel e Patrus chegou a um ponto que, nas palavras de um auxiliar do presidente, ''é mais fácil eles cederem para o Hélio do que um para o outro''

(Painel - Folha de S.Paulo - Renata Lo Prete)

Divino

Pesquisa realizada em Araripina por encomenda da Frente Popular aponta “São” Lula com 96% de avaliação positiva. Dois por cento da população consideram o governo dele regular e os outros 2% não quiseram dar opinião. É o efeito bolsa-família aliado aos projetos de transposição do rio São Francisco e da ferrovia Transnordestina, que beneficiará diretamente o município.

Blog de Inaldo Sampaio

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ciro continua a ser, mas abre fenda para o ‘não-ser’

Como previsto, Ciro Gomes (PSB) reuniu-se com representantes do bloco de partidos que desejam convertê-lo em candidato a governador de São Paulo.

Terminado o encontro, o projeto presidencial de Ciro ganhou a consistência de um pote de gelatina. Deu-se o seguinte:

Ciro reafirmou que prefere disputar o Planalto. Considera-se mais experiente do que Dilma Rousseff, a preferida de Lula.

Acha que o quadro sucessório ainda não foi delineado. Crê que o tucano José Serra não vai se aventurar na quadra presidencial.

Blá, blá, blá... Súbito, quando se imaginava que Ciro continuava a ser, o deputado abriu uma fenda para o não-ser.

Ouça-se o Ciro gelatinoso: "O cenário de ter que ir para o governo de São Paulo é quase impossível, mas se o cenário nacional precisar desse desafio, eu não titubearia em ir...”

“...Quem alimentou a decisão de ser único, na política, deu com os burros n'água".

Presidente do PT-SP, Edinho Silva reconheceu o inusitado: Em São Paulo, berço do sindicalismo que deu à luz Lula, o petismo não tem candidatos:

"Nunca tivemos em São Paulo um campo partidário como esse atual. Hoje, a liderança que mais unifica é a do Ciro Gomes".

Assim, a platéia foi informada de que, sem Ciro, as forças que gravitam ao redor de Lula ficariam a pé no maior colégio eleitoral do país.

Informou-se também que Ciro Gomes pode, a qualquer momento, deixar de ser e voltar àquilo que não era.

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Escrito por Josias de Souza

Denúncia de Arruda não influencia decisão do STF

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira que uma possível renúncia do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), não terá influência no julgamento do pedido de liberdade apresentado pela defesa à Corte Suprema, informou a Folha Online.

Marco Aurélio, relator do habeas corpus, afirmou que um possível relaxamento da custódia caberia ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), que comando o inquérito que investiga o esquema de pagamento de propina. 'O relaxamento da prisão cumpre ao STJ, o que eu vou apreciar aqui é a legalidade ou ilegalidade da prisão', disse.

A defesa do governador afastado avalia entregar uma petição ao STF e ao STJ firmando o compromisso de que Arruda não pretende retornar ao governo. A medida seria uma formar de mostrar que o governador não tem interesse em atrapalhar as investigações do esquema de corrupção. O STJ determinou a prisão de Arruda sustentando que ele e mais cinco aliados participaram da tentativa de suborno de uma das testemunhas do esquema.

informou a Folha Online.

Raul Jungmann está-se consolidando como o maior 'marqueteiro' da Câmara Federal

Tire-se o chapéu para o deputado pernambucano Raul Jungmann (PPS), o parlamentar que mais sabe “criar fatos” na Câmara Federal.

Ele apareceu bem no plebiscito do desarmamento, quando o ex-presidente Zelaya (Honduras) refugiou-se na embaixada do Brasil em Tegucigalpa e no terremoto ocorrido há poucos dias que virou pelo avesso o Haiti.

E, nesta quinta-feira, à noite, lá estava ele no “Jornal Nacional” criticando Lula e o PT por causa da visita do presidente da República a Cuba no exato dia em que o dissidente do regime, Orlando Zapata Tamayo, veio a falecer após uma greve de fome de 85 dias.

Lula, em entrevista, lamentou a morte do preso político e disse que, apesar de já ter feito greve de fome, é contra lançar mão desse gesto extremo como tomada de posição política.

Blog de Inaldo Sampaio

Corregedor da Câmara do DF sugere nove cassações

O deputado Raimundo Ribeiro (PSDB), que responde pela Corregedoria da Câmara Legislativa do DF, decidiu recomendar a abertura de processo por quebra de decoro contra nove colegas.

Oito são acusados de trocar o apoio à gestão do governador afastado José Roberto Arruda por propinas.

São eles: Aylton Gomes (PR), Benedito Domingos (PP), Benício Tavares (PMDB), Eurides Brito (PMDB), Brunelli (PSC)...

...Leonardo Prudente (sem partido), Rogério Ulysses (sem partido) e Rôney Nemer (PMDB).

O nono deputado que o corregedor deseja levar ao cadafalso é Cabo Patrício (PT), atual presidente em exercício da Câmara.

O tucano Raimundo Ribeiro acusa o petista Cabo Patrício de ter apresentado um projeto de lei com o propósito de beneficiar uma empresa privada.

Subidividido em nove pareceres –um para cada deputado —o relatório da Corregedoria deve ser apreciado nesta quinta (25). Será levado a voto na Comissão de Ética.

A aprovação resultará na abertura dos processos de cassação. A rejeição conduz o documento ao arquivo. Prevê-se que as votações ocorrerão separadamente, caso a caso.

A decisão do corregedor de misturar num mesmo balaio os membros da bancada do panetone e o petista que responde pela presidência da Câmara espalhou causou espanto.

Ficou-se com a impressão de que o relator Raimundo Ribeiro, até bem pouco aliado de Arruda, joga na confusão. A conferir.

- Atualização feita às 14h15 desta quinta (25): Dos nove processos, foram abertos três: Leonardo 'Pé-de-meia' Prudente, Eurídes 'Bolsa' Brito e Júnior 'Oração da Propina' Brunelli. Foi ao arquivo o pedido de cassação de Cabo Patrício (PT). E subiram no telhado as peças que envolvem outros cinco integrantes da bancada do panetone.

- Em tempo: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

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Escrito por Josias de Souza

MP pede absolvição de Humberto no escândalo dos vampiros

O Ministério Público Federal pediu, hoje, a absolvição do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, da acusação de ter participado da chamada Operação Vampiro. De acordo com a procuradora federal Regina Coeli Campos Meneses, os indícios que serviram de base para o recebimento da denúncia contra Humberto não foram comprovados, segundo o portal PE360graus.

"Ocorre que, iniciada a fase judicial e realizada a instrução do feito, chega-se à conclusão de que aqueles indícios que serviram de suporte para o recebimento da denúncia não restaram comprovados nesta fase do processo", afirmou o documento assinado pela procuradora.

A Operação Vampiro foi o nome dado a uma ação da Polícia Federal, em 2004, que descobriu irregularidades no setor de hemoderivados do Ministério da Saúde.

Segundo a procuradora "é dever do Ministério Público, da mesma forma em que promove a ação penal, entendendo que não há provas suficientes para um juízo condenatório, pedir a absolvição. A função do Ministério Público não se restringe a de mero acusador, pois, em ambas hipóteses de resultado (condenação e absolvição), tem a obrigação de zelar pela aplicação da Lei e dos direitos e garantias fundamentais do acusado".

portal PE360graus

Presidente da Câmara de Caruaru carrega João Paulo nas costas

Como era previsto, centenas de petistas reuniram-se na tarde desta quinta-feira no Aeroporto dos Guararapes para recepcionar o ex-prefeito João Paulo, que estava chegando da capital paulista.

No meio da multidão, chamou a atenção dos presentes o vereador e presidente da Câmara Municipal de Caruaru, Rogério Menezes. Ele o deputado federal Fernando Nascimento transportaram o ex-prefeito, nas costas, para que ele fosse fotografado e filmado pelos órgãos de imprensa que estavam no local.

João Paulo voltou mais “light” do que quando viajou. Disse que está à disposição do PT para disputar qualquer cargo que o partido assim o desejar e que se não for candidato a senador o mundo não vai se acabar por isso, não.

Blog de Inaldo Sampaio

Pesquisa anima aliados de Jarbas

Uma pesquisa do Ibope que chegou, ontem, ao conhecimento do PSDB nacional em Brasília aponta uma diferença bem menor na eleição para o Governo de Pernambuco entre o governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição, e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), provável postulante do bloco da oposição. A pesquisa não está registrada, por isso não posso antecipar os números.

O que é mais interessante, no entanto – a frente de Eduardo para Jarbas – não bate com a última pesquisa do Vox Populi, o que, aliás, animou bastante a bancada federal aliada do senador Jarbas Vasconcelos. A pesquisa já chegou tarde da noite ao conhecimento da executiva nacional tucana, mas rapidamente se propagou entre os adeptos da candidatura jarbista.

O próprio Jarbas recebeu um telefonema do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, por volta das 21 horas. A pesquisa traz, também, um quadro animador para a corrida ao Senado, apontando que tanto Guerra quanto Maciel são extremamente competitivos. Aliás, a chapa da oposição a Eduardo já está fechada. É Jarbas governador, Guerra e Maciel para o Senado. Só falta decidir o vice.

O anúncio formal da candidatura Jarbas, entretanto, só será feito após a formalização da candidatura presidencial de José Serra, que deve ocorrer no final de março, entre os dias 25 e 30. Serra quer estender o possível, para não perder as condições de governabilidade em São Paulo, Estado gerenciado por ele.

Blog do Magno

Ministro afirma que redução das vagas está amparada nos dados do IBGE

Toda bancada de Pernambuco está de acordo com esse ponto de vista exposado na audiência pública do TSE pelo ministro Arnaldo Versiani, o relator das resoluções deste ano de 2010: é preciso ajustar o número de vagas de cada Estado na Câmara Federal e nas Assembléias Legislativa, em função do critério populacional, tal como determina a Constituição.

Assim, alguns estados ganharão vagas e outros perderão, como é o caso de Pernambuco, que ficaria com uma cadeira a menos nos dois parlamentos. O único ponto de divergência é a data escolhida pelo TSE para realizar esse ajuste: a sete meses da data do pleito, atropelando o princípio da “anualidade” prevista na própria Constituição.

Mesmo que a resolução só entre em vigor em 2014, como parecer ser a solução mais provável, RS, PA, MA, GO, PE e PI vão perder uma cadeira na Câmara Federal; RJ e PB duas.

Essas 10 cadeiras vão engordar as bancadas do PA (3), MG (2), AM (1), CE (1), BA (1) e SC (1). Se o ministro Versiani insistir em que a resolução deve valer já em 2010, vão chover ADINs no STF contestando a sua decisão.

Blog de Inaldo Sampaio

Mensalão mineiro: Juíza aceita denúncia contra 11 acusados

A juíza Neide da Silva Martins, titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, recebeu parcialmente denúncia contra o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza e outros nove acusados no inquérito do mensalão mineiro, informou a Agência Estado.

O ex-governador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB) já é réu no STF por suspeita de envolvimento com crimes de peculato (uso de cargo público em benefício próprio) e lavagem de dinheiro, no suposto esquema de desvio de recursos públicos durante a campanha de 1998 ao governo do Estado - também conhecido como mensalão tucano

Onze dos 14 denunciados pelo ex-procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, responderão na Justiça Estadual pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Além de Walfrido e Valério, são réus também o ex-vice-governador de Minas, Clésio Andrade, Cláudio Mourão, Ramon Hollerbach Cardoso, Cristiano de Melo Paz, Eduardo Guedes Neto, Fernando Moreira Soares, Lauro Wilson de Lima Filho, Renato Caporali Cordeiro e José Afonso Bicalho Beltrão da Silva. A magistrada determinou a citação de todos.

informou a Agência Estado

Pedro Eugênio entra na briga do PT em favor de Humberto Costa

Até o discreto deputado Pedro Eugênio (PT) saiu da “moita” e resolveu antecipar sua posição sobre a briga interna do seu partido sobre quem deve ser o candidato a senador na chapa de Eduardo Campos.

Segundo o deputado, que foi secretário de Agricultura e da Fazenda do governo Miguel Arraes, a escolha “será decidida no voto e não na tapa”, lembrando que essa é a prática do PT: quando não há consenso, decide-se no voto (prévias).

O deputado afirmou também que Lula e Dilma serão ouvidos, mas a palavra final será do diretório estadual, no qual Humberto Costa é majoritário. Ele reconhece que João Paulo é um nome forte, por já ter sido prefeito do Recife, porém esse não é o único fator que conta para a definição da candidatura

Blog de Inaldo Sampaio

Governo admite desconforto com Dirceu

Apesar do desconforto no governo com a revelação da Folha de que o ex-ministro José Dirceu prestou consultoria a um empresário com interesses na futura Telebrás, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste na versão de que não há com o que se preocupar porque o cliente do ex-ministro não seria beneficiado diretamente pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), previsto para março.

O cliente de Dirceu, o empresário Nelson dos Santos, espera ganho. Ele pagou pelo menos R$ 620 mil a Dirceu e pode ser beneficiado com a reativação da Telebrás para implementar o PNBL.
Segundo um auxiliar de Lula, o caso não seria um problema do governo, mas do ex-ministro "José Dirceu e de quem o contratou", porque a tentativa de lobby teria sido frustrada.

A ação de Dirceu, contudo, admitem os assessores, gerou desconforto por criar notícia negativa numa área de atuação direta da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência.

OAB

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) reforçou o coro da oposição ontem pedindo explicações do governo no caso.
Segundo o presidente da OAB, o governo Lula precisa dar explicações sobre a ligação de Dirceu com a reativação da Telebrás.

Leia mais aqui.

Folha de S. Paulo

Deputada Miriam Lacerda volta a criticar a saúde no Estado

Em pronunciamento na Assembleia, hoje, a deputada Miriam Lacerda (DEM) voltou a criticar a rede estadual de saúde, lembrando o caos vivido pelos pernambucanos na semana passada. A começar pelo Hospital Agamenon Magalhães, uma referência em cardiologia, que estava superlotado. A deputada disse que, de acordo com as informações dos próprios médicos, dos 67 pacientes internados apenas 18 estavam em leitos;14 estavam em macas extras; 22 foram colocados em bancos; três no box de parada e alguns outros na área onde ficam pacientes em observação.

A democrata lembrou também que a unidade construída para desafogar o Agamenon Magalhães - o Procape - está com capacidade de atendimento limitada por conta de problemas no sistema de condicionado, mas que mesmo antes disso já havia falta de medicamentos e superlotação.

Blog do Magno

Com relação aos hospitais Getúlio Vargas e Restauração, referências em traumato-ortopedia, a situação não está melhor: "Infelizmente, isso tudo não é surpresa ou novidade para todos nós, pois que estamos vindo sempre à Tribuna chamar atenção para a necessidade do governo estadual, através da Secretaria de Saúde, tomar providências urgentes em relação ao caos generalizado na saúde de Pernambuco", afirmou a deputada.

Ciro diz que foi mal interpretado pelos órgãos de imprensa do país

Pois é. Ciro Gomes reuniu-se ontem em Brasília com representantes de nove partidos que querem que ele se candidate ao governo de São Paulo, deixando a impressão de que, se esse for o “sacrifício” que terá que fazer para não permitir a volta do PSDB ao poder, se candidataria.

Hoje, contudo, ao ver em todos os jornais do país a notícia que teria admitido desistir da candidatura à presidência da República para se candidatar a governador, o deputado distribuiu uma nota negando tudo.

Reafirmou a candidatura ao Palácio do Planalto e que gostaria de ter o apoio dos nove partidos para chegar lá porque não concorda que as próximas eleições sejam transformadas num “plebiscito”, tal como deseja o presidente Lula.

É um erro, disse ele, o Brasil ficar discutindo apenas o passado (PSDB) e o presente (PT), sem encarar o que realmente interessa que é o futuro.

Blog de Inaldo Sampaio

Firme como uma rocha

Embora admita conviver com algumas dificuldades no Governo, que classificou de “senões”, Inocêncio Oliveira garantiu, ontem, numa conversa com este colunista em Brasília, que não corre risco de ser seduzido pelo canto da oposição.

Nos últimos dias, ele tem sido paparicado para refazer a travessia às hostes jarbistas, depois que chegaram informações ao bloco oposicionista de que estaria insatisfeito com o tratamento dado pelo governador.

“Em um bilhão de oportunidades as chances são zero”, afirmou, adiantando que se sente responsável pela vitória de Eduardo nas eleições de 2006, na quais se engajou logo no primeiro turno. Sobre os “senões”, não quis entrar em detalhes, mas excluiu das suas queixas o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira, a quem considera seu sucessor político.

“Ninguém vai me intrigar com Sebastião, ele é o meu sucessor”, afirmou. Inocêncio disse, ainda, que seu apoio à reeleição de Eduardo, que considera irreversível, se justifica também pela gestão renovadora do socialista. “Eduardo mudou Pernambuco, transformou o Estado num canteiro de obras e merece não apenas o nosso apoio à sua reeleição.

Estamos também fechados com os seus candidatos a senador”, complementou. A oposição tentou abrir um diálogo com Inocêncio, a ponto de oferecer a vaga de vice na provável chapa de Jarbas.

Coluna de hoje na Folha